O Patronato Penitenciário de Londrina, órgão responsável pela execução de penas alternativas baseadas na prestação de serviços à comunidade, terá que continuar atuando em instalações precárias até o ano que vem. O projeto da nova sede, pleiteada desde a criação do patronato, em abril de 2001, aguarda na extensa fila de trabalhos do Departamento Penitenciário do Estado (Depen), cuja prioridade é a construção de prisões em várias cidades paranaenses.
''Nossos engenheiros estão sobrecarregados com as obras de Casas de Custódia. Concluídos esses trabalhos, eles darão andamento à planta da nova sede do Patronato'', afirmou a coordenadora-assistente do Depen, Margarete Rodrigues. Apesar de não ser prioritária para o Estado no momento, a obra tem certa urgência: a atual sede do Patronato, uma pequena casa de madeira localizada na Avenida Rio de Janeiro (região central), está tomada por cupins e rachaduras no assoalho e no teto.
''Quando chove é um corre-corre. Temos que afastar mesas e proteger os processos das goteiras'', conta o diretor do órgão, Tadeu José Migoto, observando que vários documentos já foram danificados. Ele afirma que o imóvel, emprestado em termo de comodato pela prefeitura, tem mais de 50 anos e já foi condenado após vistoria dos engenheiros do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom). ''Nossa intenção era reformar o local, mas o Decom recomendou a demolição da casa'', destaca o diretor.
Migoto aponta que o espaço disponível na sede também não é adequado para o trabalho realizado pelo órgão. Hoje, o Patronato já acumula mais de 500 beneficiários pessoas que conseguiram reverter suas penas em horas de trabalho assistencial. A cada semana, o órgão recebe uma média de 16 novos casos. Quando começou a funcionar, eram apenas três por semana. ''Chega um ponto em que o trabalho vai se estrangulando. Nossa estrutura já está muito aquém do que deveria ser'', lamenta.
O patronato conjuga atendimentos em diversas áreas, como Serviço Social, Direito, Psicologia e Pedagogia. É na sede que os futuros cumpridores da pena alternativa são avaliados e encaminhados para determinados serviços comunitários. Migoto diz que uma nova sede, mais ampla e bem estruturada, permitiria a ampliação das atividades do patronato. ''Teríamos espaço para oficinas de trabalho, o que não existe aqui hoje'', assinala.
O imóvel atual tem 174 metros quadrados. A área da nova sede, de acordo com o anteprojeto elaborado, teria 500 metros quadrados. Além de recintos para oficinas, estão previstas salas individualizadas para cada área de atendimento e anfiteatro para palestras. O Município se dispôs a doar um terreno para a construção da nova sede. Segundo o Depen, a obra já foi incluída no planejamento orçamentário de 2004, mas não há previsão de custos.

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