Patrões não alteram proposta salarial
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quinta-feira, 12 de junho de 1997
Lúcio Horta 
Josoé de CarvalhoEscolhaResultado da votação na quarta-feira foi apertado: 519 favoráveis e 446 contrários à greveO transporte coletivo em Londrina deve mesmo parar na próxima semana. Representantes das duas empresas - Francovig e Transportes Coletivos Grande Londrina - se reuniram ontem à tarde para discutir o indicativo de greve, aprovado em assembléia pelo sindicato dos trabalhadores na última quarta-feira, e decidiram manter a proposta de 10% de reajuste salarial. A categoria quer no mínimo 15% de aumento.
O sindicato patronal resolveu manter a proposta de 10% porque acredita que ela seja excelente dentro do cenário nacional. Um dos motivos, de acordo com a entidade, é que Londrina - com exceção de São Paulo (capital) e do ABCD paulista - teria o melhor salário do País.
A assembléia de quarta-feira dava três opções aos trabalhadores: aceitar a proposta de 10% dos patrões, entrar em greve, ou ir para dissídio coletivo. O resultado da votação foi apertado: do total de 1.020 votantes, 519 optaram pela greve e 446 queriam fechar o acordo com as empresas. O restante dos votos foi em branco, nulo ou pelo dissídio coletivo.
Segundo o presidente do sindicato que representa os trabalhadores, Evanildo Pinto Rodrigues, ontem mesmo as empresas, Ministério do Trabalho, Prefeitura, Câmara Municipal e Comurb, além das duas empresas, começaram a ser informadas da decisão. Ele acrescenta que, se em 72 horas as empresas não melhorarem a proposta, a greve é inevitável.
Evanildo Pinto Rodrigues afirmou ainda que, em caso de greve, 100% dos ônibus vão parar e não vai haver serviço especial. A princípio nós entendemos que o transporte não é serviço essencial, pois não coloca em risco a vida da população.
O diretor-presidente interino da Comurb, Kakunen Kyosen, disse ontem que a companhia não pretende interferir na negociação entre patrões e empregados. Mas afirmou que, em caso de greve, tomará as medidas necessárias para que serviços de primeira necessidade sejam oferecidos à população.


