As divergências entre o Sinttrol e as empresas de transporte coletivo não impedem trabalhadores e patrões de concordar em um aspecto: na opinião de ambos, município, Estado e União deveriam oferecer mais subsídios para a categoria, principalmente para o custeio da gratuidade no transporte, que, segundo Francisco Francovig, representa 30% dos usuários de coletivos em Londrina, onde hoje o sistema de transporte urbano cobra R$ 1,90 pela passagem.
''Somos totalmente favoráveis à gratuidade no serviço, desde que isso não onere os demais usuários. Estamos aderindo a uma campanha nacional pela redução das tarifas, com base na baixa dos impostos e na oferta de subsídios, principalmente para o custeio da gratuidade e da compra de insumos, como diesel e pneus'', lembrou Mendonça. ''Em Londrina, 30% de usuários com direito à gratuidade sem ajuda do Estado, é um absurdo'', concordou Silva, do Sinttrol, destacando que os impostos das três esferas de governo compõem 43% do preço da tarifa.
''A gratuidade é o que realmente mais encarece o serviço de transporte coletivo no Brasil'', admitiu o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Gabriel Ribeiro de Campos. ''Mas é bom que se lembre que a regulamentação para isto e para a oferta de subsídios não é uma decisão técnica, e sim política. É preciso boa vontade não só o município, como também do Estado e do Governo Federal'', afirmou.
O presidente da CMTU também garantiu que neste momento, ''não há espaço para mais reajustes de tarifa'', lembrando que, na ocasião do último aumento, em janeiro deste ano, ficou estabelecido que uma nova proposta só seria discutida em 12 meses. ''Espero que patrões e empregados tenham bom senso para negociar. O município já fez a sua parte regulamentando o sistema de integração de transporte, o que ajudou o trabalhador a economizar passagens, e segurando o aumento de tarifa o quanto pôde. As empresas também colaboraram, ao conceder reposições mesmo sem o aumento da passagem. Acho que os trabalhadores estão mal-informados sobre as próprias condições salariais'', resumiu. (A.L.)

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