Li­be­ra­da ao uso em 5 ou­tu­bro de 1952 e inau­gu­ra­da ofi­cial­men­te em 10 de de­zem­bro, na ad­mi­nis­tra­ção do pre­fei­to Mil­ton Me­ne­zes, a Ro­do­viá­ria de Lon­dri­na cus­tou 5,2 mi­lhões de cru­zei­ros e foi pro­je­ta­da pe­lo ar­qui­te­to ­João Ba­tis­ta Vi­la­no­va Ar­ti­gas (1915-1985). De­sa­ti­va­do em 1988, o pré­dio, lo­ca­li­za­do na Rua Ser­gi­pe (­área cen­tral) abri­ga atual­men­te o Mu­seu de Ar­te.
  Tom­ba­do pe­lo Con­se­lho Es­ta­dual do Pa­tri­mô­nio His­tó­ri­co e Ar­tís­ti­co (Ce­phea) em 1974 e des­de 2011 sob apre­cia­ção do Ins­ti­tu­to do Pa­tri­mô­nio His­tó­ri­co Na­cio­nal (­Iphan), já tem o pro­je­to de res­tau­ra­ção apro­va­do e aguar­da-se a li­be­ra­ção de di­nhei­ro fe­de­ral pa­ra a exe­cu­ção.
  O en­ge­nhei­ro Jo­sé Au­gus­to de Quei­roz, a ­quem se de­ve uma in­ter­ven­ção no edi­fí­cio, res­sal­ta a ne­ces­si­da­de de pre­ser­var a Ro­do­viá­ria, um dos pa­tri­mô­nios cul­tu­rais da ci­da­de. Do pon­to de vis­ta de Quei­roz, o edi­fí­cio ‘‘es­tá ­abandonado’’ e, por ex­ten­são, des­pre­za­do o seu po­ten­cial his­tó­ri­co e cul­tu­ral, não trans­for­ma­do em atra­ti­vo. Ele de­fen­de a ma­nu­ten­ção ano a ano dos ­bens, por im­pli­car cus­to su­por­tá­vel e evi­tar a de­te­rio­ra­ção a que che­gou o pré­dio.
  Há 56 ­anos, Quei­roz fez uma pe­que­na in­ter­ven­ção pa­ra evi­tar que a co­ber­tu­ra da Ro­do­viá­ria caís­se. A so­lu­ção, ­dois su­por­tes ao fi­nal da su­ces­são das abó­bo­das, se man­tém até ho­je. Ele con­ta que, na épo­ca, ao sa­ber da in­ter­ven­ção, Ar­ti­gas ‘‘fi­cou ­meio cho­ca­do, mas deu os ­parabéns’’.


● Embora tenha nascido em Curitiba, é considerado um dos principais nomes da história da arquitetura de São Paulo

● Além da Antiga Estação Rodoviária, Artigas foi responsável pela construção da Casa da Criança (1950), do Cine Ouro Verde (1952) e Edifício Autolon (1953)


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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