Patricinha faz a devoção do consumismo
Patricinha
faz a devoção
do consumismo
Meu humor varia com a roupa. Se estiver com roupa nova, fico super animada. O comentário, da patricinha Ana Paula Fávaro, de 17 anos, sintetiza o estilo dessa tribo que idolatra o consumismo e a aparência e é integrada por meninas tachadas de frescas e esnobes pelos colegas de sala de aula.
Elas não tomam refrigerante, usam cremes anti-celulite e adoram desfilar pelos shoppings, seu habitat predileto nos fins de semana. Quando a mãe liga para o celular da filha, a primeira pergunta é em que shopping você está?. Os vendedores saem das lojas para nos chamar e mostrar as novidades, conta Ana Paula.
A ida ao salão de beleza é sagrada - uma vez por semana para as unhas, depilação a cada 15 dias e corte de cabelo uma vez por mês. Desde pequena sempre fui vaidosa, conta Melina Amaro da Luz, de 15 anos, que antes de sair de casa passa horas escolhendo um traje e arrumando o penteado e a maquiagem em frente ao espelho.
Nas conversas, um dos temas prediletos é viagens ao Exterior. Para fazer compras, não tem coisa melhor, comenta Manoela Araújo, 15 anos. Cultura é sinônimo de filmes com o Leonardo di Caprio ou Brad Pitt, ou ainda As Patricinhas de Beverly Hills - esse filme, eu já vi umas 30 vezes e decorei todas as falas, comenta Ana Paula.
Para completar o perfil das patys, é fundamental conhecer os requisitos básicos na escolha dos seus namorados: tem que ser playboy, usar roupa de marca e gostar de falar sobre carros, de preferência importados, define Melina Amaro da Luz. (G.P.)





