Patrão não depõe sobre morte de mulher
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quinta-feira, 08 de julho de 2004
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
CambéO engenheiro elétrico aposentado Gildo Trosdorf informou, através de seus advogados, que estava muito abalado psicologicamente e por isso não poderia comparecer ao depoimento marcado para o início da tarde de ontem na delegacia de Cambé (13 km a oeste de Londrina). Na tarde de anteontem, a diarista Marli Ramos, 35 anos, morreu eletrocutada no quintal da casa de Trosdorf. Ela teria tocado em uma espécie de cerca elétrica um arame ligado a um fio sobre uma mureta que dividia a parte dos fundos da parte da frente do quintal, quando lavava as janelas da casa. A cerca era uma barreira para os cães que ficavam confinados nos fundos.
Para o delegado Valdir Abrahão, a ausência do aposentado ontem não irá provocar prejuízos para o inquérito. ''Temos 30 dias para concluir o inquérito. Podemos esperar, até porque o depoimento de outras testemunhas são até mais importantes'', disse. A polícia já ouviu o marido da vítima, o pedreiro Cloney Machado de Souza, e uma vizinha que socorreu Marli, logo após o acidente. Ambos confirmaram ao delegado que tinham conhecimento sobre a cerca.
Souza disse que alertou a mulher várias vezes sobre o risco do equipamento. A vizinha disse que ouviu o grito de Marli e quando a viu, já estava caída sem vida. A mesma testemunha também disse ter conhecimento de que a cerca era eletrificada. Os dois depoimentos devem reforçar a tese do delegado, de que houve negligência do proprietário da casa.
Outro complicador para o aposentado foi a confirmação da causa da morte, divulgada ontem pelo Instituto Médico-Legal de Londrina. O motivo foi mesmo eletrocução. Anteontem, um dos familiares de Trosdorf, sugeriu à Folha que Marli poderia ter tido um mal súbito antes de sofrer o acidente.


