Pátio do Detran está superlotado
A falta de um lugar para armazenar os veículos apreendidos por desrespeito às normas de trânsito está fazendo o Departamento Estadual de Trânsito do Paraná (Detran-PR) ficar em dúvida de como vai ser esse trabalho depois da regulamentação feita pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) no último dia 22 de maio. Segundo o diretor do Detran-PR, César Franco, existem dúvidas quanto à necessidade de se reter um veículo mesmo depois da infração ter sido corrigida. ‘‘Por enquanto, no Paraná, os veículos com problemas graves estão sendo retidos e quem resolver o motivo da apreensão vai ter o carro liberado, até porque não temos outra alternativa’’.
O Detran paranaense já tem uma reunião agendada para a próxima semana em Brasília para levar a proposta de modificação da lei. Segundo Franco, a situação vai expor o Detran à possibilidade de ser alvo de processos na Justiça. A medida pode ser interpretada como prejudicial ao dono do veículo depois que o problema como o pagamento de um IPVA atrasado ou a troca de placas fora de padrão for sanado.
‘‘Em relação às infrações graves e gravíssimas tudo bem, podemos obedecer as tabelas, mas em relação às infrações comuns vamos tentar modificar alguns exageros’’, disse Franco.
As apreensões de veículos estão previstas para acontecer somente no caso de infrações gravíssimas. Ela é de um a dez dias quando a infração não tem fator de multiplicação, como utilizar o veículo para realizar manobras perigosas. O tempo de apreensão cresce à medida em que normas mais graves são desrespeitadas. Assim, os veículos ficam estacionados no pátio do Detran de 11 a 20 dias para infrações com fator de multiplicação 3, como dirigir sem habilitação, e de 21 a 30 dias para infrações com fator 5, como dirigir alcoolizado. Em alguns casos a carteira de habilitação também fica retida.

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