Pataxó morreu queimado por estudantes em Brasília, em 97
No dia 20 de abril de 1997, em Brasília, o índio pataxó Galdino Jesus dos Santos foi queimado vivo por quatro jovens quando dormia em um ponto de ônibus. Acusados de jogar álcool combustível e atear fogo ao índio, os estudantes Max Rogério Alves, Tomás Oliveira de Almeida, Antônio Novély Vilanova e Eron Chaves de Oliveira fugiram sem prestar socorro e foram acusados de homicídio doloso, triplamente qualificado.
Os quatro estudantes, mais o menor G.N.A.J, foram presos em flagrante, pouco depois de terem queimado o índio. Na época, alegaram que queriam fazer apenas uma brincadeira e que não sabiam que se tratava de um índio.
No começo do processo, a juíza da Vara do Tribunal de Júri do Distrito Federal, Leila Cury, decretou a prisão preventiva dos jovens, impossibilitando-os jovens de serem libertados até o julgamento.
Os quatro foram julgados e acusados não de homicídio doloso, mas de lesão grave seguida de morte acidental. Antes do julgamento, o procurador-geral de Direitos Humanos, Luiz Vanderlei Gazoto, queria transferir o caso da Justiça comum para a Justiça federal, alegando que, como havia um índio envolvido na questão, a juíza Leila Cury deveria abrir mão do julgamento e enviar o caso para um juiz federal. O Ministério Público do Distrito Federal negou o pedido.





