Pastoral trabalha pela saúde dos idosos
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Cada uma das 20 mil líderes da Pastoral da Pessoa Idosa tem uma missão: visitar uma vez por mês as pessoas que acompanham. Além de dar atenção e carinho a quem muitas vezes não tem com quem conversar, a líder também obtém informações importantes sobre a saúde do paciente. É nesse bate-papo que, por exemplo, a voluntária da Pastoral identifica pessoas com problema de continência urinária e as encaminha para acompanhamento médico.
''Em 80% dos casos a incontinência é reversível se for tratada'', alerta a irmã Terezinha Tortelli, secretária nacional da Pastoral da Pessoa Idosa. Esse tipo de informação, no entanto, muitas vezes não chega à casa de pessoas idosas em todo o Brasil. Sem orientação, elas acabam adiando a visita ao médico, o que pode resultar no declínio mais acelerado da saúde do paciente.
A meta da Pastoral é manter a autonomia do idoso e adiar a decadência física e mental de quem tem mais de 60 anos. ''A metodologia é a mesma da Pastoral da Criança'', conta Terezinha. No dia a dia o trabalho da Pastoral é realizado por milhares de voluntários que atuam na própria comunidade em que vivem. Essas pessoas são qualificadas pela entidade para orientar e informar seus pacientes.
No último dia 12, a entidade perdeu sua fundadora e coordenadora, Zilda Arns - que morreu no Haiti em consequência do terremoto que afetou o país. Criada em 2004, a Pastoral da Pessoa Idosa nasceu dentro da Pastoral da Criança. ''As líderes da Pastoral da Criança relatavam que muitas vezes nas visitas e encontros com as mães eram chamadas dar conselhos sobre a saúde de avôs e avós'', conta Terezinha.
Os idosos, as voluntárias perceberam, tinham papel importante também no cuidado com as crianças. Mas não estavam recebendo a atenção necessária para cuidar da própria saúde. A partir de 2004, no entanto, a iniciativa ganhou uma entidade própria e passou a ser independente da Pastoral da Criança.
Com a morte da pediatra Zilda Arns, a Pastoral da Pessoa Idosa fica sem sua coordenadora, mas não perde a força, aposta Terezinha. ''A base, as lideranças não vão sofrer abalo'', diz. A religiosa acredita que a própria Zilda servirá de inspiração para as líderes seguirem em frente. ''Com 75 anos ela estava em pleno vigor e trabalhando'', destaca.
No próximo dia 2 de fevereiro, o conselho diretor da Pastoral deverá se reunir para discutir como será escolhida a pessoa que irá ocupar o cargo de coordenadora nacional da entidade. Apesar de independente da Pastoral da Criança, a da Pessoa Idosa poderá contar com sua entidade-mãe nesse momento de transição. ''Somos instituições distintas, mas no dia-a-dia somos uma família'', conta.


