Arquivo FolhaCuidadoPastoral da Criança atua em bolsões de pobreza de 2.824 municípios do País com 115 mil voluntários. No Paraná, são acompanhadas 176.275 criançasA Pastoral da Criança impediu que cerca de 5 mil crianças menores de um ano morressem em 1997 devido ao trabalho de acompanhamento em 841.754 mil famílias brasileiras. A média de mortalidade infantil entre as 1.232.445 crianças menores de seis anos que a Pastoral atende em todo o Brasil foi de 15,6 por mil. No Paraná, 11,6 por mil. Segundo dados da Unicef, de 1996, a média de mortalidade no País é de 44 por mil. A Pastoral acredita que este número seja ainda maior, já que a Unicef considera apenas as crianças que têm certidão de nascimento.
A mortalidade infantil deve diminuir nos próximos anos. A projeção feita pelo Ipea/IBGE é de 39,2 por mil, no ano 2000. Dados da Pastoral vêm mostrando essa queda. De 1994 a 1997, a redução foi de 43,6%. Segundo fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns Neumann, as principais causas da mortalidade infantil são problemas neonatais (22,4%), pneumonias (14,6%) e diarréias (13,4%). Zilda diz que a amamentação diminui os riscos de gripe e pneumonia porque faz com que a criança receba as vacinas da mãe.
O índice de desnutrição também está mais baixo entre as crianças atendidas pela Pastoral. Em 1995, havia 9,8% de desnutridos. No ano passado, 9%. A média nacional é de 16%.
A Pastoral da Criança atua em bolsões de pobreza de 2.824 municípios do País (25.610 comunidades) e tem 115 mil voluntários. Deste número, 98.490 são líderes comunitários. Cerca de 90% são mulheres. No Paraná, são 15.920 líderes, que acompanham 176.275 crianças e 131.257 famílias. Em Curitiba, 472 líderes comunitários 7.675 crianças e 5.800 famílias recebem atendimento. Os líderes recebem formação da Pastoral e ensinam cuidados básicos com as crianças, como fazer remédios caseiros e alimentação alternativa.
Zilda afirma que é importante cuidar das crianças, especialmente das que têm menos de um ano. ‘‘Pesquisa da Organização Mundial de Saúde diz que crianças maltratadas nesta fase têm mais tendência à violência.’’ Em 1997, a Pastoral também acompanhou 60 mil gestantes.
O gasto da Pastoral, no ano passado, foi de R$ 10.585.767,32. Os principais financiadores foram Ministério da Saúde (R$ 7,7 milhões), Criança Esperança Rede Globo/Unicef (R$ 1,2 milhão), Ministério da Previdência e Assistência Social (R$ 766 mil), e MEC/MEB (R$ 587 mil). Outros recursos vieram de organizações nacionais e internacionais, como FNUAP e Anapac (Associação Nacional de Amigos da Pastoral da Criança).

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