Pastoral Operária exige projeto social contra desemprego
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terça-feira, 02 de dezembro de 1997
Guilherme Pupo 
Curitiba
Kraw PenasNa fila do Sistema Público de Emprego, principal problema é a falta de qualificação e de experiênciaA Pastoral Operária e o Movimento Popular dos Direitos Humanos pretendem mover uma ação popular contra o governo do Paraná e as prefeituras paranaenses para exigir um projeto social contra o desemprego. As entidades pretendem reunir 200 mil assinaturas até maio de 1998.
Em um documento direcionado ao Ministério Público do Paraná (que será encaminhado junto com as assinaturas), há 11 propostas sugeridas aos governos estadual e municipal para resolver o problema do desemprego. Entre elas, está a doação de vale-transporte ao desempregado; cesta básica à família do desempregado; garantia da renda mínima de um salário mínimo, como complemento do orçamento familiar, incluindo donas-de-casa (quando arrimo da família); e desburocratização da lei que dá isenção de IPTU e taxas de água e luz.
Os organizadores do movimento também pedem a criação de mais frentes de trabalho, com viabilização de emprego na construção de casas populares, rede de saneamento básico, melhoria das vias públicas e hortas comunitárias; legalização do trabalho, cadastramento e carga tributária justa ao vendedor ambulante; política agrícola voltada ao pequeno produtor; e assistência médica gratuita ao desempregado e à sua família.
O lançamento da campanha foi feito na última sexta-feira. Esta semana vão ser distribuídas cinco mil folhas de abaixo-assinado em sindicatos, escolas, igrejas e outras entidades. Queremos conscientizar o povo, principalmente os desempregados, no final deste ano e no primeiro semestre de 1998, sobre o descaso das autoridades em relação ao desemprego, disse o padre Leocádio Zytkowski, da Pastoral Operária.
Segundo ele, o movimento deve realizar passeatas em Curitiba no Dia da Mulher (8 de março), na Sexta-Feira Santa (10 de abril) e no Dia do Trabalho (1º de Maio).
Segundo a última pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), referente ao mês de agosto, há 155 mil desempregados em Curitiba e Região Metropolitana (14,7% da população economicamente ativa). Em comparação com agosto do ano passado, houve um aumento de 16 mil desempregados. A economia deve aquecer neste último trimestre, mas o pessimismo em relação às medidas governamentais pode inibir o consumo e deve aumentar a taxa de desemprego no início do próximo ano, avalia Cid Cordeiro, supervisor técnico do Dieese.


