Os membros da Pastoral dos Portadores de Deficiência, entidade que reúne pais de crianças e jovens portadores de necessidades especiais, fez na tarde de ontem a eleição da nova diretoria. Para realizar o pleito, a diretoria reservou a sede do Centro de Educação Infantil Valéria Veronesi (Supercreche), no centro da cidade. O problema é que não havia nenhum funcionário na creche para abrir os portões e permitir a realização do evento. O pedido de cessão do espaço havia sido solicitado com dez dias de antecedência. Na sede da creche não havia nem mesmo vigia.
Os membros da pastoral estavam revoltados. ''É um descaso, uma falta de respeito'', queixavam-se os cerca de 100 integrantes da entidade. Segundo ele, alguns integrantes da entidade teriam chegado no local antes das 15h30. Meia hora depois do horário marcado para o início da eleição, a diretoria da Pastoral decidiu fazer a votação dentro dos próprios ônibus.
Os dois ônibus, especiais para transporte de deficientes passaram nas zonas norte e sul nos horários previstos. ''Ninguém mandou aviso cancelando o local. Por isso, todos viemos para cá. Como não coube todo mundo nos ônibus, alguns vieram de carona'', revelou a atual presidente da entidade, Geralda Rocha.
Segundo ela, muitos associados vieram de bairros distantes, como Cafezal e União da Vitória. A empregada doméstica Maria Aparecida Alves de Souza, 26 anos, veio com o ônibus do União da Vitória. ''Levei cerca de 40 minutos para chegar aqui e não ter nada'', protestou.
A entidade reúne cerca de 100 pais de jovens portadores de necessidades especiais. A principal função da instituição é organizar o transporte de alunos para escolas especiais, como a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Centro Ocupacional de Londrina, entre outras. Os integrantes decidiriam entre os candidatos Geralda Rocha, concorrente à reeleição, e vice-presidente Roselene Aparecida Alves, da Chapa 1, e Milton Ludovico Trassi e Maria Francisca da Silva, da Chapa 2.
A reportagem tentou contato com a Secretaria Municipal de Educação, mas os telefones celulares não responderam.

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