Pastoral faz missa para
mulher marginalizada
A Pastoral da Mulher Marginalizada, que há dois anos trabalha com o resgate da dignidade de prostitutas de Curitiba, promove hoje a celebração do jubileu da Mulher, na Catedral Basílica de Curitiba. O objetivo da pastoral é reunir mulheres de todas as áreas para incentivar a união. ‘‘Em Curitiba são poucos os momentos em que as mulheres podem mostrar sua união’’, diz a coordenadora da pastoral, irmã Antenesca Michelin.
Essa pastoral foi reativada em 97 e tem a função de resgatar a dignidade das prostitutas. ‘‘Nosso primeiro objetivo não é retirá-las da prostituição, porque para isso teríamos que oferecer outros trabalhos para elas, o que não temos condições para fazer’’, explica. ‘‘Queremos mostrar que alguém se preocupa com ela, tenta incentivar a dignidade, auto-estima, espiritualidade, defesa de seus direitos e promover a alfabetização para que cada uma tenha condições de mudar de profissão.’’
São feitas reuniões mensais, onde participam em média 30 prostitutas. Além das palestras, as mulheres recebem um lanche. ‘‘Eu considero a prostituta de rua como a mais excluída das mulheres excluídas porque ninguém se preocupa com ela, é difícil até encontrar voluntários para o trabalho.’’
As irmãs voluntárias abordam as prostitutas na rua e as convidam para participar das reuniões. ‘‘Aprendemos que não se pode marcar reunião para dias de pagamento ou horários de troca de turno de algumas profissões, porque elas estão cheias de clientes e não participam dos nossos encontros’’, completa irmã Antenesca.
Com a iniciativa da Pastoral da Mulher em conjunto com o Grupo Dignidade e apoio da Prefeitura Municipal, foi criada a Casa da Acolhida para meninas de rua prostituídas.
O dia 25 de março foi escolhido pela Igreja Católica como o da comemoração do jubileu da mulher. Para os católicos, essa é a data da anunciação. Há 2000 anos, que o arcanjo Gabriel anunciou à Maria a vinda do filho do Senhor para a terra. (E.C.)