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Albari RosaJosé Camile (de pé): encontro reúne representantes de 17 paísesO impacto social, político e do meio ambiente gerado pelas hidrelétricas está sendo discutido desde ontem, até sexta-feira, em Curitiba, durante o 1º Encontro Internacional de Atingidos por Barragens, promovido pela Comissão Pastoral da Terra.
Representantes de entidades de 17 países, que são contra as obras das hidrelétricas, estão reunidos na Universidade Livre do Trabalho para a troca de experiências e a discussão de estratégias políticas contra as obras. A Eletrobrás prevê construir até 2.015 pelo menos 450 hidrelétricas no Brasil.
Segundo o coordenador do Movimento Nacional dos Atingidos por Barragens (MAB), Ricardo Montagner, o Brasil está em décimo lugar em número de grandes barragens, com 516 já construídas. O Paraná teria cerca de 60 mil famílias transferidas de onde viviam se fossem construídas 52 barragens que o MAB diz que estão previstas para até o ano 2.015.
‘‘Os americanos exportaram a fantasia da conquista da natureza e os países do Terceiro Mundo compraram a idéia, gerando problemas imensuráveis’’, disse o representante da International Rivers Network (Rede Internacional de Rios), Phillip William. ‘‘A panacéia do desenvolvimento das hidrelétricas começou na década de 70 nos Estados Unidos com um grande ‘boom’ de barragens. Nos países do Terceiro Mundo a grande onda está se concretizando nesta década’’, explica William.
No final do encontro, na sexta-feira, está prevista uma concentração na Praça Rui Barbosa durante a manhã e em frente ao Palácio Iguaçu à tarde. Os líderes do MAB esperam para esta semana uma audiência com a diretoria da Copel para apresentar reivindicações.

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