Curitiba sedia a partir da próxima sexta-feira o 9º Congresso Nacional da Pastoral Familiar, que vai reunir cerca de 800 fiéis, 100 sacerdotes e 23 bispos da Igreja Católica de todo o Brasil. O encontro se estende até o próximo domingo, quando serão definidas iniciativas concretas para que as pastorais possam atingir seus objetivos. O encontro é promovido pelo setor Família e Vida da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e tem como tema ‘‘Família Missionária: Esperança do Novo Milênio’’.
Os participantes começam a chegar amanhã e ficarão hospedados nas casas de católicos. O encontro começa às 19h30 da sexta-feira, no Colégio Santa Maria, com uma palestra do arcebispo de Curitiba, Dom Pedro Fedalto. No sábado de manhã, no mesmo local, acontecerão duas palestras sobre a ação missionária dos pais na família e a ação missionária da família na sociedade. No sábado à tarde e na manhã de domingo, os participantes vão se dividir em 25 grupos para discutir os relacionamentos e a espiritualidade familiares, a preparação para o matrimônio, a formação de agentes da pastoral familiar e a bioética.
Dom Pedro Fedalto informou que terminou no domingo passado a votação no plebiscito organizado pela CNBB sobre o pagamento da dívida externa brasileira. No restante do País, a votação segue até o próximo dia 7. Segundo ele, o resultado no Paraná deve ser divulgado até o dia 13 de setembro.
Embora seja considerado um conservador, Dom Pedro não vê problemas nessa iniciativa da Igreja, que tem caráter mais político que religioso. ‘‘Tudo o que se faz é política, a atuação da Pastoral Familiar também é política, mas política com letra maiúscula, não politicagem’’, disse. ‘‘O Papa defende o perdão das dívidas dos países pobres no documento sobre o novo milênio’’, lembrou. ‘‘É preciso fazer uma auditoria da dívida, para saber quem assumiu esses compromissos e quem se beneficiou com os empréstimos’’, propôs.

mockup