Pastoral exerce papel fundamental
Nilson Campos
Mudança de hábitosEmerson José de Campos (foto superior) diz que as aulas de pintura dão estímulo e melhoram o convívio entre os presos; padre Mário Capodiferro (meio), da Pastoral Carcerária, ocupa papel fundamental no bom comportamento dos detentos; delegado-chefe Darci Bianchini afirma presos estão mais tranquilos e receptivos
A Pastoral Carcerária de Guarapuava, coordenada pelo padre Mário Capodiferro, ocupa papel fundamental no bom comportamento dos detentos. Depois de estagiar em presídios de segurança máxima na Itália, o padre Mário foi nomeado em 1993 para ser o coordenador da Pastoral Carcerária de Guarapuava.
Na 14ª SDP ele é uma espécie de porta-voz entre os detentos, comunidade e delegado e tem até uma sala especial para desenvolver suas atividades na delegacia. Ele atua há mais de cinco anos na 14ª SDP e no passado, já foi feito de refém várias vezes durante rebeliões. Mesmo assim, nunca desistiu da missão.
Segundo ele, o seu trabalho com os presos não visa arrebanhá-los para a Igreja. Queremos promover a vida através dos erros humanos. Resgatar o preso na sua dignidade e possibilitar a volta dele para o convívio familiar e social.
Padre Mário ressalta que depois da implantação dos programas sociais e da melhoria nas condições do presídio o comportamento dos detentos mudou muito. Eles passaram a aceitar melhor a situação. O que eles precisam é de confiança, estímulo e amizade, para que possam sentir que são importantes na sociedade, e não como excluídos.
Todos os dias o padre Mário visita as celas. Os presos lhe repassam bilhetes com pedidos, principalmente de remédios, que ele se encarrega em conseguir junto à Secretaria de Saúde. Entre as principais reclamações dos encarcerados estão a morosidade da Justiça e falta de apoio jurídico, já que 85% deles não têm condições de pagar advogado.





