Pastoral da Criança leva
mensagem para as famílias
César AugustoLíderes da Pastoral visitam a casa de Iria Oliveira, em LondrinaNo dia 4 de outubro do ano passado, a Pastoral da Criança iniciou no País a campanha ‘‘A Paz começa em casa’’, mobilizando 136 mil líderes voluntários. A campanha se sustenta em dados assustadores: mais da metade dos casos de violência contra a criança acontece dentro de casa e é praticada pelos próprios pais.
Cerca de quatro meses depois, a Pastoral tem uma avaliação positiva do desenvolvimento da campanha, conforme o coordenador da entidade em Londrina, padre José Aparecido da Rocha. ‘‘A campanha está tendo uma boa receptividade por parte da população, porque está em sintonia com aquilo que é real’’, afirma. Somente em Londrina, a Pastoral conta com 1.400 líderes voluntárias. Cada líder, conforme estima padre José, assiste a média de 20 famílias.
No ventre Na tarde de sexta-feira, dona Iria Oliveira Olivino, moradora do Jardim Piza, na zona sul de Londrina, recebeu a visita da coordenadora da Pastoral da Criança da Paróquia do Jardim Igapó, Maria Angela Barros, e das líderes voluntárias Maria Aparecida Iwama e Maria Alves Araújo. ‘‘A Paz esteja nesta casa’’, disseram as três a dona Iria, na chegada. É o cumprimento que as voluntárias da Pastoral adotaram, para as visitas da campanha contra a violência doméstica.
Dona Iria é uma das cerca de 230 famílias que as 30 voluntárias da Paróquia do Jardim Igapó visitam mensalmente, sempre em duplas, como parte da campanha. Em lares onde as líderes encontraram mulheres grávidas, uma das mensagens valoriza a prevenção da violência no ventre materno, em que as palavras são transmitidas carinhosamente, na forma de um pedido: que a gestante ame a criança que está para nascer.
Mesmo não dispondo de números, a coordenadora Maria Angela informa que as voluntárias detectaram casos de violência física e emocional cometida por pais contra seus filhos. Em um dos casos, a mãe obrigava a filha a comer pimenta toda vez que a criança dizia palavras impróprias. ‘‘Mas a mais comum das violências que detectamos é a que envolve o descuido, o abandono e a negligência’’, comenta a coordenadora. (W.O.)