Um pastor evangélico foi denunciado na 9ª Subdivisão Policial de Maringá de ter agredido um adolescente interno da entidade Recanto Betânia, um abrigo para adolescentes do sexo masculino que foram excluídos do convívio familiar. A entidade existe há cerca de 20 anos e é mantida por uma organização não-governamental e com recursos do município. Por causa da denúncia, o Conselho da Assistência Social de Maringá e o Conselho do Direito da Criança e do Adolescente pediram ontem a fiscalização da entidade.
O pastor Benvindo Laertes de Oliveira é acusado de ter dado três socos no rosto do adolescente N.A.J., 17 anos, na noite de segunda-feira. O rapaz fez a denúncia anteontem à professora Aparecida Gomes de Lima, da Escola Estadual Maria Balani Planas, onde N.A.J. estuda.
Segundo o adolescente, o desentendimento com Oliveira começou por causa de um cachorro que a entidade adquiriu para vigiar o estabelecimento. N.A.J. teria ficado com medo do cachorro e advertido o pastor de que tomaria providências se o animal investisse contra ele. Durante a discussão, Oliveira teria desferido os socos contra o adolescente.
O caso foi denunciado no Conselho Tutelar da Criança e Adolescente pela professora. Ontem à tarde, o garoto seria submetido ao exame de corpo delito, no Instituto Médico-Legal (IML). O pastor não quis dar declarações ontem à Folha.
De acordo com a presidente da Fundação de Desenvolvimento Social de Maringá e do Conselho Social de Maringá, Marcia Socreppa, a fiscalização foi solicitada para apurar possíveis irregularidades na entidade. Se forem constatadas irregularidades, o Recanto Betânia poderá perder o registro e ficar sem os recursos do município. O garoto voltou para a entidade, porque conforme Marcia, o pastor garantiu que não haverá agressões contra ele.

mockup