Pastor afastado denuncia superintendente de igreja
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terça-feira, 15 de abril de 1997
Lucinéia Parra Sucursal de Maringá 
MANDAGUAÇU - O pastor Renato Casseb Rodrigues, 36 anos, prestou queixa na 9ª Subdelegacia de Maringá contra o superintendente regional da Igreja do Evangelho Quadrangular, reverendo Joãosinho Mota de Farias, por injúria, calúnia e difamação.
Rodrigues era pastor responsável pela igreja da mesma denominação em Mandaguaçu (16 quilômetros a oeste de Maringá). Ele foi afastado da igreja por Farias em março deste ano, sob suspeitas de irregularidades. Farias acusa Rodrigues de desviar dinheiro da igreja e de um programa de rádio que era mantido pela instituição religiosa.
O afastamento de Rodrigues foi comunicado aos pastores da região através de um comunicado distribuído em 21 de março. No documento, Farias relata as irregularidades que o pastor teria cometido. Segundo Rodrigues, o comunicado é um ato de perversidade. Ele nega que tenha desviado dinheiro da igreja e que a ajuda que recebia da própria instituição através de um fundo de missões para se manter em Mandaguaçu, de R$ 350,00 por mês, era usado para pagar aluguel da casa onde mora e compra de materiais para a igreja de Mandaguaçu.
Rodrigues admite que atrasou o pagamento do programa de rádio (o dinheiro foi repassado pelo fundo de missões da igreja) no valor de três salários mínimos. Precisei do dinheiro para pagar consulta médica da minha esposa e do meu filho recém-nascido, mas me comprometi a devolver o dinheiro o mais rápido possível, justifica. Ele afirma que apesar de ter se comprometido a devolver o dinheiro, Farias foi até a casa dele e o acusou de furto, apropriação indébita e estelionato.
Tenho provas documentais de onde investi o dinheiro da igreja e não precisava passar por este vexame, diz Rodrigues. A Folha não conseguiu localizar Joãosinho Mota de Farias. Na Igreja do Evangelho Quadrangular informaram que ele estava viajando.


