Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
A partir de amanhã, os turistas que visitam Foz do Iguaçu voltarão a contar com uma das principais atrações da cidade. O passeio de barco pelo cânion do Rio Iguaçu até os saltos das Cataratas, conhecido como Macuco Safári, será retomado, depois de uma paralisação que durou 115 dias. A interrupção ocorreu em decorrência de um acidente entre dois barcos, ocorrido em 5 de setembro, que matou um dos pilotos e seis turistas estrangeiros.
A reabertura, prevista para acontecer às 14 horas, será precedida, pela manhã, por uma vistoria nas embarcações e no trecho percorrido, por técnicos da Marinha e do Corpo de Bombeiros e representantes da regional da Associação Brasileira de Agentes de Viagens (Abav) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Ibama é o órgão federal que administra o Parque Nacional do Iguaçu e o responsável pela renovação da concessão pública do serviço.
Para voltar a operar o passeio, a empresa Ilha do Sol Turismo e Navegação teve que atender duas exigências da Marinha. A primeira foi a instalação de um sistema de comunicação por rádio ligando os barcos a um escritório da empresa no parque e à sede da Capitania dos Portos, em Foz.
A segunda exigência foi a realização de um treinamento intensivo dos pilotos, com aulas práticas e teóricas, sobre o Regulamento Internacional de Tráfego Marítimo (cujas normas também são aplicadas em rios). Além disso, a empresa decidiu manter um barco inflável, com capacidade para quatro pessoas, exclusivamente para o resgate de feridos em um eventual novo acidente.
Na parte terrestre do passeio – pela mata do parque – o Ibama exigiu que a empresa fizesse a adaptação dos motores dos jipes para serem movidos a eletricidade. Hoje esses veículos funcionam a diesel. O objetivo é reduzir o impacto ambiental do passeio.
A reabertura foi permitida depois que investigações da Marinha e da Polícia Civil concluíram que o acidente de setembro foi provocado pelo piloto morto, Cândido Siqueira, ao fazer uma manobra incorreta, chocando o barco que pilotava com outro que vinha em sentido contrário.
Criado há 13 anos, o Macuco Safári já transportou cerca de 600 mil turistas. Segundo o sócio-proprietário da empresa, o preço do passeio será definido hoje. Antes da interdição, era de US$ 33,00 (cerca de R$ 60,00).

O QUE MUDA NO PASSEIO
Barcos terão sistema de comunicação por rádio com escritório da empresa e com a Capitania dos Portos
Pilotos passaram por um curso de atualização sobre as normas de tráfego marítimo, que também são aplicadas em rios
Um barco ficará de prontidão para o resgate de feridos em eventuais novos acidentes
Em pontos estreitos do cânion, será permitida a passagem de apenas um barco por vez
Jipes usados na parte terrestre do passeio serão movidos a eletricidade, e não mais a diesel; objetivo é reduzir o impacto ambiental na mata

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