Passeio à Feira serve como terapia
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quinta-feira, 15 de abril de 2004
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Além de grandes negócios e local de diversão, a Exposição Agropecuária de Londrina pode funcionar ainda como suporte terapêutico a crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais. Com esse objetivo o Instituto Comunicar e Crescer levou ontem à feira cinco jovens alunos de uma classe especial da escola particular de ensino regular Vagalume, de Londrina. Durante o passeio no Parque Ney Braga eles puderam lanchar, conhecer várias raças bovinas de perto e se divertir nos brinquedos do parque de diversões.
A visita integra o projeto pré-profissionalizante do instituto, que tem por meta ajudar no encaminhamento de portadores de necessidades especiais ao mercado de trabalho. A primeira turma a conhecer a Exposição foi levada no período da manhã pela terapeuta ocupacional Thais Helena Honório Garcia. Os adolescentes têm idades entre 12 e 15 anos. ''Em alguns aspectos, eles são totalmente dependentes. Essa visita os ajuda a desenvolver a capacidade de comunicação, união e vocabulário. Com essa socialização, eles dão um grande passo para se tornar independentes nas atividades da vida diária'', explica Thaís.
A evolução no desenvolvimento das crianças é alcançada, segundo Thaís, com a delegação de responsabilidades e a ''obrigatoriedade'' em manter contato com outras pessoas. ''São eles quem cuidam do próprio dinheiro para as compras que querem fazer. E quando voltam para a escola, sentem-se impelidos a contar o que aconteceu no parque para os outros alunos'', conta Thaís.
Brincando no ''Brucomela'', uma espécie de montanha-russa em miniatura, a alegria das crianças era evidente. Meyriane Cristine Morato, 12 anos, afirmou que foi o brinquedo que mais gostou. ''Também já comi um monte de coisas'', contou. Já Pedro Freitas Pequito, 12 anos, disse que a visita estava sendo ''muito legal''.


