Numa grande ansiedade, centenas de jovens aguardavam pelo resultado do vestibular 2009 da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no aterro do Lago Igapó. O tempo parecia não passar, até que, como numa virada de Réveillon, a contagem regressiva começou. A distribuição do caderno especial da FOLHA com a lista de aprovados, às 12 horas, dava lugar a gritos, sorrisos e choros de emoção. Mas, em vez de champanhe para brindar, muito ovo, farinha e tinta.
Passei! A palavra se multiplicava a cada minuto que passava. E mais choros, mais gritos, mais abraços. Conquistar uma das 3.050 vagas da UEL não é tarefa fácil. Por isso, para os mais novos aprovados, ontem, foi definitivamente o começo de um novo ano, de uma nova vida. Para aqueles que não tiveram a mesma sorte, o ínicio de mais um ano de estudos, com a esperança que no ano que vem o grito finalmente saia da garganta.
Sem conseguir falar direito, Wilian Santiago, aprovado em Design Gráfico, comemorava com os amigos. ''Não sei nem dizer como estou me sentindo. Estou muito feliz, muito emocionado. Foi a primeira vez que tentei e achei que não iria passar. Foi por Deus.''
Pela segunda vez prestando o curso de Medicina, Murilo Ichikawa, de 19 anos, pôde festejar este ano. ''É a recompensa de um ano todo. É muito bom. O vestibular estava difícil, mas eu acreditava que iria passar'', comemorou.
Visivelmente emocionada, Luana Crispim, 21 anos, gritava a aprovação em Design de Moda. ''Esse é meu terceiro vestibular. É muito bom passar, a melhor sensação. Agora vou fazer faculdade. É um sonho.''
Comemoração em dose dupla para a professora Lucy Brunelli, que teve dois filhos aprovados. ''É uma sensação maravilhosa, contagiante. Uma emoção que não consigo expressar em palavras. É um trabalho árduo ao longo da vida deles como estudantes. Tudo isso é muito gratificante'', comentou ela, com os olhos já marejados.
A filha, Ana Luiza Pletz, 20, passou em Medicina na segunda tentativa. ''Muito bom saber do resultado depois de um ano. Agora espero mudança, muita coisa boa.'' O irmão, de 17 anos, passou em Ciência da Computação logo na primeira tentativa. ''A gente sempre fica na dúvida, mas estava esperançoso. Agora é continuar estudando'', disse Carlos Eduardo Pletz.
Alegria para alguns, tristeza para outros. ''É difícil receber um resultado desse. É horrível. Eu estava estudando muito, o ano inteiro. Acho que me faltou calma na hora da prova'', lamentou Jenifer Dutra, 17 anos, que prestou para Direito. Monique Lopes, 17, que também tentou o curso de Direito, apesar de triste, parecia mais conformada. ''Agora é bola pra frente, mais um ano de cursinho'', planejou.
A festa no aterro foi uma parceria da FOLHA com a Rede Massa, Masssa FM e Bonde.

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