‘‘Passei a vida inteira
guardando documentos’’
Folha – Há quanto tempo o senhor vinha preparando o livro?
Veiga – Comecei há uns 15 anos.
Folha – Mas o senhor guardava material há mais tempo....
Veiga – Ah, sim, a vida inteira eu passei guardando material. Perdi muita coisa na chuva de granizo de 1971.
Folha – O que o senhor destacaria na obra?
Veiga – O livro traz muitas fotos inéditas e fac-símiles de documentos históricos. A galeria dos ex-prefeitos e ex-presidentes da Câmara tem as fotos e as assinaturas deles embaixo.
Folha – Alguma curiosidade?
Veiga – Muitas. A começar por uma ilustração do capitão Índio Bandeira, que dá nome a nossa principal avenida.
Folha – O que mais o senhor poderia adiantar?
Veiga – O caso do comendador Norberto Marcondes (nome de uma avenida central da cidade), que nunca existiu, e do primeiro prefeito (José Antônio dos Santos), que só tomou posse oito dias depois da criação do município.
Folha – Por que alguns fatos não chegam até a atualidade?
Veiga – Isso será assunto para um outro livro.
Folha – O senhor pensa num segundo livro?
Veiga – Sim. Já tenho material suficiente para isso.

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