Passeata tenta conscientizar moradores do Bandeirantes
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sexta-feira, 07 de março de 2003
Célia Polesel<br> Reportagem Local 
Preocupados com o aumento dos casos de dengue no Jardim Bandeirantes, zona oeste de Londrina, a Unidade Básica de Saúde e o Conselho Local de Saúde organizaram ontem uma passeata para conscientizar a população. Cerca de 300 pessoas, entre moradores, alunos dos colégios estaduais Antônio Moraes de Barros e Maria do Rosário Castaldi e agentes do combate à dengue, percorreram as ruas onde há mais risco de contaminação. Esses locais foram identificados por meio dos casos confirmados da doença ou notificações e pelas visitas dos agentes da dengue, que constataram grande número de focos.
Segundo Eunice Hokama, coordenadora da unidade de saúde, foram confirmados 13 casos no bairro, mas o número está aumentando. São 61 notificações desde janeiro e cerca de 20 pessoas procuram a unidade diariamente com os sintomas. Dados parciais do mês de janeiro demostram que no Jardim Bandeirantes o índice de infestação do mosquito está em 4,82%, no Jardim Sabará 5,36% e no Conjunto Nei Braga 3,96%. Estes bairros estão na região de abrangência da unidade. Somente no Bandeirantes são sete mil moradores. O índice considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é 1%.
Eunice acredita que somente com a mobilização e conscientização da sociedade como um todo será possível combater o mosquito. ''Sem a colaboração de cada um, destruindo os locais onde o mosquito põe os ovos, não conseguiremos combater a doença.''
Augusto Antonio de Lima, coordenador regional da equipe de controle da dengue, diz que foram encontrados muitos focos do Aedes aegpty nas casas. ''A população ainda não se conscientizou do perigo. Em muitas casas a reincidência é grande. Os agentes passam, explicam, aplicam o larvicida, mas se a pessoa não cuidar não adianta'', explica.
A costureira Dorvalina Teles Cordeiro, 57 anos, moradora do bairro, participou da passeata e acha importante a iniciativa. ''Parece que as pessoas não estão entendendo que elas precisam cuidar da casa, manter os quintais limpos, sem água parada'', afirmou.


