Curitiba – Ainda muito abalados com a morte de Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, 9 anos, alunos do Instituto de Educação do Paraná (onde a garota estudava) promoveram ontem uma caminhada silenciosa pelo Centro de Curitiba. O ato reuniu aproximadamente mil pessoas e foi uma homenagem à colega (encontrada morta na madrugada de quarta-feira), um pedido de justiça e também um alerta para a população sobre a violência em Curitiba. Carregando faixas com o nome de Rachel, flores brancas nas mãos e faixas de luto amarradas nos braços, os manifestantes saíram da escola e seguiram pela Rua XV de Novembro. Participaram, além dos alunos, familiares da menina, professores, funcionários e pais de alunos.
  ‘‘É uma caminhada de paz e justiça. Queremos alertar a população contra a impunidade’’, afirma o direitor da escola, José Frederico de Melo, que antes da passeata pediu aos alunos que entrassem imediatamente em contato com a polícia caso tenham alguma informação. ‘‘É muita violência, muita coisa que acontece, queremos revindicar justiça, de boca calada nada vai melhorar’’ protestou a aluna Jéssica Primon, 17.
  Para Clelia Marques, 50 anos, e Maria das Graças, 57, mães de alunos do Instituto, a participação na caminhada foi um gesto de solidariedade. Elas contam que sempre acompanham os filhos na ida e volta da escola e perceberam que a movimentação de pais aumentou depois da morte de Rachel.
  A manifestação chamou a atenção das pessoas que passavam pela Rua XV que, em sinal de respeito, também ficaram em silêncio. ‘‘É muito emocionante, estamos todos tristes com o que aconteceu. Esperamos que a justiça aja rapidamente, que não aconteça de novo essa barbaridade’’, diz o freqüentador da Boca Maldita, Vicente Gabriel, 80 anos.
  ‘‘É uma tristeza, com 9 anos, ela não tinha que morrer, ainda mais do jeito que foi. Era um anjinho, tinha muita coisa para ser vivida’’, comentou a vendedora Fernanda Barini, 22, que acompanhou a caminhada da porta da loja onde trabalha.
  Os pais e amigos da família de Rachel também participaram da caminhada. O pai, Michael Genofre, reafirmou o pedido de ajuda nas informações sobre a morte de Rachel. ‘‘O mais importante é achar logo quem fez isso e entregar para a Justiça’’, disse.
  Genofre contou que está acompanhando de perto das investigações e está sendo informado de todas as novidades sobre o caso, que ele acredita estar próximo da solução. ‘‘Vai com certeza, tem que ser resolvido’’, disse.

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