O protesto dos estudantes em Maringá concentrou cerca de dois mil estudantes secundaristas e universitários, ontem, no centro da cidade. Nem a chuva impediu a iniciativa dos estudantes que se concentraram em frente à Prefeitura de Maringá por aproximadamente meia hora.
A passeata teve início no campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e foi programada por representantes do Comitê em Defesa do Ensino Público e Gratuito. Desde o processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor, nenhuma outra manifestação reuniu tantos estudantes em Maringá. Além dos cartazes que convocavam a população a refletir sobre os danos à educação e saúde, os estudantes reforçavam o protesto gritando palavras de ordem contra a privatização das universidades e contra o corte de orçamento de áreas prioritárias como educação e saúde. A maioria dos refrões cantados pelos estudantes criticava diretamente o presidente Fernando Henrique Cardoso. Originalidade não faltou: ‘‘Não pago, não pago; educação não é supermercado’’.
De acordo com o estudante Norton Domingos de Moraes, coordenador do Diretório Central dos Estudantes da UEM, o governo não deveria promover cortes em áreas sociais como a educação e saúde. ‘‘É sempre assim, a educação e saúde são sempre as áreas mais afetadas pelos cortes do governo, e isso não deveria acontecer porque o desemprego e a crise econômica se combate com a melhoria da educação, principalmente com incentivo à pesquisa’’, disse.
O governo do Estado também mereceu críticas. ‘‘Embora o governador diga que não é a favor da privatização da universidade, ele vai acabar privatizando se não houver uma mobilização da sociedade’’, disse Moraes.

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