Passeata contra a doença em Londrina
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segunda-feira, 15 de março de 2010
Fernanda Borges <BR>Reportagem Local 
Crianças de uma escola do Jardim Pinheiros, na Zona Oeste de Londrina, estão aprendendo desde cedo a importância de se combater a dengue. Acompanhados por 21 estudantes do período noturno, os pequenos percorreram as ruas do bairro distribuindo panfletos, fazendo o alerta aos moradores sobre os perigos da doença.
A professora universitária Andréia Rocha se impressionou com o entusiasmo dos alunos. ''Fiquei emocionada até. É muito bom encontrarmos crianças realizando esse tipo de trabalho. Elas passam a ser multiplicadoras e envolvem outras pessoas também'', comentou.
A professora Edinéia Cavalari, idealizadora do projeto realizado na Escola Pinheiros, explicou que a ideia surgiu depois que tiveram uma conversa com direção da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro e descobriram que o índice de focos de dengue na região chamava atenção. ''Eles nos disseram que nessa região já estamos com o triplo de notificações de focos nas residências em relação ao ano passado. Como já trabalhamos com as crianças essas questões interdisciplinares, pegamos firme nesse trabalho'', disse.
Segundo o coordenador do setor de endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Elson Belisário, o bairro faz parte da região da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Tóquio, que apresenta o mais alto índice de infestação do mosquito da Zona Oeste: 6,90. A média no município, de acordo com o último Levantamento do Índice Rápido de Aedes aegypti (Lira), é de 4,50. Em toda a região Oeste a média de infestação registrada é de 3,73. ''O Jardim Pinheiros encontra-se em uma área preocupante, com várias notificações de casos suspeitos'', informou.
João Pedro Lima, 10 anos, conversava sério com um dos moradores do bairro: ''A dengue mata, você precisa cuidar dos vasos de plantas e não deixar o quintal com acúmulo de água''. Já a pequena Mariana dos Santos, 10, abordou um dos pais de alunos na saída da aula, o empresário Carlos Giraldelli. ''Acho importante que eles façam isso sim, porque o adulto acaba se sensibilizando ainda mais quando o apelo parte de uma criança'', comentou Giraldelli. (Colaborou Silvana Leão)


