O passe livre social deve ser implantado somente no próximo semestre letivo. O comunicado foi feito ontem pelo presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, Wilson Sella, em reunião com representantes da União Londrinense de Estudantes Secundaristas (Ules) e a secretária municipal de Educação, Carmem Baccaro Sposti. O encontro deveria ser para estabelecer os critérios a serem adotados em relação à medida, anunciada na semana passada, mas resultou somente na pauta de discussões que deve ser encaminhada ao Núcleo Regional de Ensino (NRE) e aos grêmios estudantis.
Uma das propostas levadas pelos membros da Ules parece ter agradado Sella: a do passe livre gradativo. Por meio dele, por exemplo, filhos de pais já cadastrados em programas do Governo automaticamente seriam beneficiados pelo passe livre. ''Isso garante uma viabilidade de implantação rápida'', avaliou o presidente da CMTU.
Outro fator que pode ser considerado como critério para o benefício é a distância da casa do aluno à escola. Nesse sentido, Carmen disse que somente alunos de Ensino Médio devem ser contemplados. ''Porque os de Ensino Fundamental já estudam em unidades próximas a seus lares'', alegou. Otimista com o resultado da reunião, o presidente da Ules, Tiago Andrey de Abreu, até arriscou prazo para o cadastramento: ''Dentro de 15 ou 20 dias os 10 mil secundaristas carentes serão registrados para ganhar o benefício'', calculou.

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