Um estudo da Urbs apurou que, caso fosse concedido o passe escolar gratuito para os estudantes curitibanos, os demais passageiros do sistema de transporte coletivo seriam obrigados a pagar uma tarifa de R$ 1,40, o que corresponde a 64% a mais do que o valor atual da passagem, de R$ 0,85. O estudo levou em conta o número de estudantes da cidade - 426 mil - para chegar ao valor.
Ainda de acordo com a Urbs, circulando duas vezes por dia durante 23 dias úteis no mês sem pagar passagem, os estudantes custariam ao sistema de transporte coletivo R$ 15,9 milhões mensalmente. ‘‘Não poderíamos sacrificar tanto o trabalhador para garantir o benefício para os estudantes. A lei já atende os alunos que realmente precisam e não seria justo estender o benefício a quem pode pagar a transferir a conta para o usuário comum’’, diz o diretor de transportes da Urbs, Euclides Rovani.
Este ano, 15 mil estudantes carentes matriculados na rede de ensino de Curitiba pagam 50% da tarifa. ‘‘O trabalhador paga 1% de R$ 0,85 para que os alunos carentes possam estudar’’, revela Rovani. Isto, segundo ele, ainda é suportável para o assalariado.

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