Passe dos deficientes é tema de reunião hoje
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 1997
Cláudio Osti 
O presidente da Companhia de Urbanização de Londrina (Comurb), Cléber Tóffoli, e os vereadores Salvador Francisco (PSDB) e Elza Correia (PC do B) reúnem-se hoje, às 14 horas, na sede da companhia. A intenção é solucionar de vez o problema do transporte gratuito para os deficientes físicos. Desde novembro do ano passado, por força de uma liminar concedida à empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), a entrega das credenciais para que os deficientes possam andar de ônibus gratuitamente foi suspensa. Uma das alegações da empresa é de que a lei é muito abrangente.
O presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Londrina (Adefil), Elder Senne, diz que a lei, conforme foi elaborada, realmente abrange um universo muito grande de pessoas mas, por outro lado, a suspensão da entrega do credenciamento está prejudicando muita gente que realmente precisa. Entre os nossos filiados estão 250 pessoas que não têm como pagar a passagem de ônibus. São pessoas com problemas graves de locomoção e que precisam fazer fisioterapia semanalmente, e, em alguns casos mais agudos, todos os dias. É preciso encontrar uma solução urgente.
Outra reclamação do presidente da Adefil é com relação ao entrave no processo de licitação do transporte coletivo. Segundo ele, com a criação da Comurb, ficou definido que, no momento da licitação, seria exigido das empresas o compromisso de colocar em circulação pelo menos oito ônibus adaptados para atender os deficientes. Esses ônibus seriam designados para circular nos eixos norte-sul e leste-oeste. Elder Senne teme que, com as empresas brigando na Justiça para impedir a abertura de licitação, os ônibus adaptados demorem ainda mais para entrar em operação.
Cléber Tóffoli diz que a Comurb pouco pode fazer, porque a questão está nas mãos da Justiça. Nós estamos impedidos de entregar a credencial. Já tive uma reunião com os vereadores e acho que a melhor solução é mudar a lei, restringindo a gratuidade a quem realmente precisa. Do jeito que está, até diabético tem direito a andar de ônibus de graça, comenta Tóffoli.
Antes da criação da lei, a Comurb fornecia uma determinada quantidade de passes para os deficientes. Baseado nisso o vereador Salvador Francisco quer argumentar com a TCGL no sentido de que essa prática volte, até que se encontre uma solução melhor. Ele não descarta nem a hipótese já levantada pelo presidente da Comurb de mudar a lei. O vereador diz:Se o efeito da nova lei foi suspenso por uma medida jucidial, no meu entendimento, fica em vigor a lei anterior.


