Onze aves silvestres foram apreendidas pela Polícia Florestal, ontem, na região de Londrina. Papagaio amazonas, pássaro preto, sabiá de coleira, sabiá laranjeira, tico-tico e papagaio do peito roxo estão entre as espécies encontradas em cinco casas de Rolândia e uma de Londrina. Os infratores foram autuados e devem pagar multa de R$ 500 por cada pássaro.
O sargento Clodoaldo Ortiz dos Santos informou que as aves foram apreendidas a partir de denúncias. As espécies serão levadas ao criadouro conservacionista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Arapaongas, onde formarão casais para procriação e posterior soltura de filhotes nas regiões de origem dos pássaros.
Os papagaios serão submetidos a exames biológicos para identificação da espécie exata. ''Se constarem do cadastro internacional de tráfico de espécies, a multa será de R$ 3 mil a R$ 5 mil'', ressaltou, acrescentado que, visualmente, um dos pássaros aparenta ser o papagaio do peito roxo, que está em extinção. As aves apreendidas vêm de regiões diferentes do País.
Ele esclareceu que a guarda doméstica de pássaros silvestres é crime. Para criar essas espécies, é preciso adquiri-las em criadouros profissionais registrados no Ibama. Os animais chegam às mãos dos donos já anilhados (através da colocação de anel em uma das pernas) e munidos do documento chamado de Certificado de Transporte de Pássaros (CPT).
Já a criação de pássaros exóticos que não pertencem à fauna brasileira, como é o caso do periquito australiano e do canário belga, dispensa a necessidade de registro. ''Essas espécies podem ser adquiridas em aviários. São pássaros comercializados livremente que não enfrentam perigo de extinção'', disse.

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