OBRA NA XV
Passarela será usada por pedestres
Kraw PenasPassarela foi construída na esquina da XV de Novembro com a Marechal Floriano para os Autos de NatalMauro FrassonO taxista Airton dos Santos diz que obra atrapalha trânsito na região

Rubens Burigo Neto
De Curitiba

O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi, admite que pode ser maior o tempo de permanência da passarela construída no cruzamento da Rua XV de Novembro com a Avenida Marechal Floriano, para a realização dos Autos de Natal. ‘‘Não é nossa intenção mantê-la ali permanentemente. Depois do Ano Novo, o equipamento vai receber algumas modificações para que os pedestres possam atravessar a rua usando a passarela’’, explicou Taniguchi.
A previsão inicial da prefeitura era desmontá-la no Dia de Reis (6 de janeiro), mas a passarela deve ficar no local até o Carnaval, em março. Taniguchi disse que técnicos da prefeitura vão medir o fluxo de pedestres e veículos no cruzamento para saber o impacto do equipamento sobre o tráfego no centro da cidade. Segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), 100 mil pessoas passam pelo calçadão da Rua XV diariamente. Na Marechal Floriano, no trecho entre a Praça Tiradentes e a Avenida Marechal Deodoro, o fluxo é de 15 mil veículos por dia.
A idéia de deixar a retirada da passarela para mais tarde tem o apoio incondicional da Associação dos Lojistas da Rua das Flores. ‘‘É um grande pólo de atração de turistas e consumidores e, por isso, deveria ficar ali para sempre’’, defendeu o presidente da entidade, Jacques Riegler. Mas alguns motoristas e pedestres que passam pelo local não pensam assim. ‘‘Não deveriam nem ter construído a passarela’’, criticou o vendedor de seguros, Júlio César Castro Neves.
Uma das três pistas da Avenida Marechal Floriano teve que ser interditada para dar lugar aos pilares de sustentação da passarela. Desde o dia 4 de novembro, quando a obra começou, os motoristas reclamam bastante das constantes confusões no trânsito. ‘‘Atrapalha demais para podermos sair do ponto, já que sempre tem congestionamento’’, disse o motorista de táxi Airton Guilherme dos Santos, que trabalha próximo.
Outras pessoas, no entanto, se mostram satisfeitas com o uso do equipamento – que custou R$ 150 mil. ‘‘Só deveriam achar uma maneira de tirar os pilares que ficam no meio da rua que, assim, não atrapalharia mais o trânsito’’, opinou Jurandir Carlos Meger.

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