A nova passarela da Rodovia Carlos João Strass, na zona norte de Londrina, foi concluída e liberada na semana passada. Muitos moradores dos dos jardins Belleville e Planalto e do Conjunto Sebastião de Mello César, porém, continuam atravessando fora da estrutura. A zeladora Vera Soares confessou que não utiliza a passarela por considerar que é mais rápido cruzar a rodovia pela pista. "A passarela é importante, principalmente porque tem muitas crianças que precisam atravessar, mas eu mesma não uso", disse. A maioria das pessoas entrevistadas pela reportagem concorda que é importante ter a estrutura, mas prefere se arriscar do que andar alguns metros para fazer a travessia corretamente.

A passarela, no trecho entre as avenidas das Torres e Saul Elkind, estava interditada desde agosto de 2015, após um caminhão bater na pista de concreto. O aposentado Antonio Firmino da Silva comemorou a liberação da passagem. Ele mora há seis anos no lado esquerdo (sentido Saul Elkind) da rodovia e atravessa para o outro lado de quatro a cinco vezes por dia. "Demorou demais. Essa rodovia é um perigo. Têm escolas por aqui e as crianças tinham que atravessar no meio do carros. A recuperação foi uma grande coisa, mas tinham que ter sido feita antes", afirmou Silva.

A aposentada Leonilda Tomaz de Araújo também aprovou a nova passarela. Ela cruza a Carlos João Strass para levar os netos à escola diariamente. "Agora ficou bom. Antes era muito complicado passar entre os carros."

A reforma demorou, segundo o Departamento de Estradas e Rodagem do Paraná (DER-PR), por causa da dificuldade de contratação de uma empresa para realizar a obra. O primeiro edital foi aberto em outubro do ano passado, mas nenhuma empresa demonstrou interesse. Nova tentativa foi realizada em janeiro, mas também não teve sucesso.

O DER decidiu contratar a empresa Ecopontes, de Presidente Prudente (SP), na modalidade de carta-convite. "Mantivemos os mesmos valores do primeiro edital", explicou o superintendente regional do DER, Sérgio Selvatici.A obra custou R$ 437 mil.


A nova passarela ficou com vão de 5,50 metros. A antiga tinha 4,70 metros. O tamanho estava abaixo do que estabelece a norma de diretrizes básicas para elaboração de estudos e projetos rodoviários do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER), que prevê altura mínima de 5 metros.

O DER estudava a possibilidade de reformar a passarela desde 2013, mas esbarrava na falta de recursos. Outro empecilho era a necessidade de um convênio com a Prefeitura de Londrina para que o órgão pudesse alocar recursos para a rodovia, que foi municipalizada em 2014. O convênio havia sido assinado poucos dias antes de o caminhão bater na placa de concreto danificando a estrutura. O acidente foi o quarto registrado desde a implantação da passarela em 2006, mas ao longo de quase uma década outras batidas mais leves comprometeram a segurança dos usuários.

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