Passaporte carimbado
A paixão pela bebida já carimbou o passaporte de muitas delas para vários países da Europa, Estados Unidos e Austrália. A médica Ana Paula Juliani tornou-se uma expert em vinho há três anos. Digna do título de confreira, ela busca na fonte o que se aprende nas reuniões. Na lista de vinícolas visitadas estão algumas na Califórnia (EUA), Itália, Chile e Sul do Brasil.
Em vários tours, Ana provou seu amor pelo assunto: espremeu as roupas na mala para dar lugar a garrafas de vinhos. ''Levei muito papel bolha com a intenção de trazer vinhos. Também já enfiei garrafa dentro do tênis do marido'', revela. ''(Na confraria) É onde me sinto muito bem, fiz grandes amigas e tenho um grande convívio com elas. Não é um encontro social, é um lugar de aprendizado. O lado social é uma consequência'', acrescenta.
Quem está dentro diz que é um caminho sem volta. Para quem se interessa em ingressar, existe, sim, uma chance. Basta conhecer e receber um convite de uma confreira. Se a convidada se indentificar com o grupo, ela volta e é submetida à diretoria. Participação aceita e a nova integrante adquire o que elas chamam de joia, que nada mais é que um título que lhe dá direito a participar da confraria. Essa joia/título tem o valor de R$ 400, fora isso há uma anuidade de R$ 300, que vai para um caixa que custeia os vinhos degustados em cada reunião.
Caçulinha do time, a advogada Daniela Pagani, 32, foi seduzida pela cultura do vinho há pouco menos de três meses. Duas reuniões foram suficientes para ela decidir que iria engrossar a lista das enófilas londrinenses. ''É um momento único, só de mulheres. É difícil ver alguma convidada que não vire confreira. Aprender sobre o vinho, em um momento singular, é o que me fascinou'', diz.
A confraria de mulheres londrinenses ganhou com o passar de quase meia década de vida a atenção e respeito das maiores importadoras e vinícolas do Brasil e exterior. Elas são requisitadas com frequência para experimentar e dar opiniões sobre safras de todo mundo. E fazem suas considerações, sejam elas positivas ou não. ''Falamos o que achamos do produto, mesmo que as opiniões não sejam unânimes'', conclui Keli.(E.S.)





