Silvana Leão
De Londrina
O prefeito Antonio Belinati (PFL) assinou ontem de manhã a ordem de serviço para a construção da passarela do Conjunto Tarobá (zona sul de Londrina), que já foi alvo de muita polêmica entre os moradores do bairro e do vizinho Conjunto Saltinho, o primeiro a reivindicar a obra. A passarela deverá estar pronta dentro de 120 dias e, de acordo com o prefeito, a decisão pelo local da construção foi tomada pelas lideranças dos dois bairros, que acabaram chegando a um consenso.
Na cerimônia de assinatura da ordem de serviço, o prefeito lembrou que a passarela, orçada em R$ 130 mil, é a primeira a ser construída em Londrina. ‘‘Faremos uma campanha junto à população no sentido de conscientizá-la sobre a importância de usar a passarela’’, informou, lembrando que há pelo menos mais dois pontos críticos em Londrina que também deverão ganhar passarelas no futuro: um localizado na BR-369, na saída para Ibiporã, e outro na zona oeste, próximo ao Jardim Leonor.
A passarela do Tarobá vai ter 40 metros de comprimento por 1,80 metro de largura. Ela será construída na PR-445, pouco antes do Auto-Posto Formigão. A reivindicação dos moradores do Conjunto Saltinho é que a obra fosse feita próxima à curva da rodovia, onde a pista dupla ganha mais um acesso ao Jardim União da Vitória. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER), porém, não autorizou a construção na curva.
Alguns moradores do Saltinho ainda não estão satisfeitos com o local da futura passarela. Para a zeladora Eunice de Assis, a obra no Conjunto Tarobá de nada vai lhe servir. ‘‘Todos os dias eu tenho que atravessar a rodovia para buscar minha neta, que fica numa creche do outro lado da rodovia. Como é que eu vou andar até lá na frente (aproximadamente um quilômetro) para poder atravessar?’’
Eunice de Assis conta que já viu muitos acidentes, vários com morte, no local. ‘‘A passarela tinha que ser aqui, porque o número de pessoas que têm que fazer a travessia aqui é muito maior’’, defende, lembrando que as crianças do bairro estudam no outro lado da rodovia.
A dona-de-casa Cleice Marta Sambrim tem a mesma opinião e vai mais longe: ‘‘Por que não fazem então uma passarela lá e outra aqui, onde acontece o maior número de acidentes?’’ Ela tem dois filhos pequenos e diz que se preocupa muito com a falta de segurança. A mãe da dona-de-casa, Maria Salles, conta que às vezes é preciso ficar um bom tempo à beira da estrada, esperando uma brecha para atravessar. ‘‘Eu morro de medo, por isso até evito sair de casa.’’
Também participaram da assinatura da ordem de serviço o secretário de Obras do município, José Righi de Oliveira, e o engenheiro da Pavipar Construções Ltda., encarregada pela obra, Wagner Gardiolo Galão, entre outras autoridades.

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