No Jardim Nova Olinda (Zone Oeste de Londrina), as obras de transposição de linha férrea que liga as avenidas José de Lima Castro e Clarisse de Lima Castro, sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), têm incomodado os moradores e causado vários problemas, como rachaduras nas casas. No final do mês passado a Justiça embargou a obra, após os moradores entrarem com uma ação, e fez um acordo para que os danos aos vizinhos sejam compensados.
A passagem para carros foi liberada e os moradores voltaram a usar a garagem das casas, mas a falta de sinalização oferece riscos. ''Não tem nenhuma placa indicando qual o sentido da via, que é estreita, e por isso tememos um acidente a qualquer momento. Para tirar o carro da garagem é preciso muito cuidado'', explica a agente de saúde Zenita Moreira, que alugou há poucos dias uma casa quase na esquina da rua.
O local ainda não foi asfaltado e os pedriscos evitam o barro mas não a poeira, por isso os moradores desejam que pelo menos a pavimentação asfáltica seja concluída logo. O empresário Rodrigo Oliveira Garcia, também morador da rua, explica que pelo acordo feito na Justiça o Dnit tem até o dia 1º de março do próximo ano para entregar a rua asfaltada, refazer os muros, alargar os portões para facilitar a entrada dos veículos, já que a largura da rua dificulta as manobras, e também consertar as rachaduras nas residências.
Garcia também reclama da falta de sinalização da rua, que não permite a passagem de dois carros simultaneamente. ''Outro dia veio um carro de cada lado e um deles teve que subir na calçada para dar passagem. A proposta do Dnit é fechar a rua para uso apenas dos moradores. Esperamos que a Secretaria de Obras atenda o nosso pedido'', destaca.
De acordo com ele, os moradores não são contra o viaduto, apenas não querem ter problemas em casa por causa da obra. ''Agora queremos que isso termine logo, para acabar com essa sujeira na porta das nossas casas'', reforça.
A FOLHA tentou contato com o Dnit mas ninguém atendeu às ligações. Sobre o fechamento da Avenida José de Lima Castro, o secretário interino de Obras de Londrina, Marcos Antônio Takito, afirmou não ter conhecimento do processo. (E.G)

mockup