Passagem de ônibus sobe domingo para R$ 0,90
Mauricio Della Barba
De Londrina
A tarifa do transporte coletivo em Londrina fica mais cara a partir da zero hora de amanhã. O aumento foi decretado pelo prefeito Antonio Belinati (PFL) ontem, após a apresentação da planilha feita pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb).
Com o reajuste de 12,5% concedido pela prefeitura, a tarifa cobrada pelas empresas de ônibus passará dos atuais R$ 0,80 para R$ 0,90. O valor obtido é relativo à inflação do período de janeiro a agosto deste ano, explica o presidente da Comurb, Kakunen Kyosen. O último reajuste da passagem foi concedido em janeiro deste ano e foi de 6,67%, alterando o valor de R$ 0,75 para R$ 0,80.
O indíce de inflação utilizado pela Comurb para os cálculos da nova tarifa foi o IGP-M da Fundação Getúlio Vargas, que chegou ao índice de 11,4%. Mesmo com esse aumento, a passagem em Londrina é uma das mais baratas do País, ressaltou Kyosen.
O novo valor não foi bem aceito pelas empresas Francovig e Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). Como prestadora do serviço, devemos acatar a nova tarifa. Porém, ela está bem distante do que nós anciávamos, diz Gildalmo de Mendonça, gerente-geral da TCGL. As empresas pediam um reajuste de 40%, o que passaria a tarifa de R$ 0,80 para R$ 1,12.
Além da inflação, tivemos também um aumento nos nossos custos e isto não foi considerado pela planilha apresentada pela Comurb, afirma Mendonça. A TCGL pretende entrar, já na próxima semana, com um novo pedido de aumento na tarifa.
Só o diesel aumentou 57% neste período. Isso sem contar os preços de pneus, peças, o número de usuários que caiu e o aumento de quilômetros rodados, comenta Francisco Francovig, diretor da Francovig. O diretor ainda reclama da defasagem de preço no serviço prestado no transporte entre Londrina e os distritos de Irerê, Paiquerê, Guaravera, Maravilha e Selva. Antigamente, a passagem custava, em média, R$ 1,60 (distrital). Agora os passageiros pagam R$ 0,80 (valor atual) e ainda contam com a interligação total do transporte, comentou Francovig.





