Passageiros se adaptam ao terminal provisório do Vivi Xavier
Usuários do transporte coletivo e moradores do entorno apontam necessidade de algumas melhorias na região
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Usuários do transporte coletivo e moradores do entorno apontam necessidade de algumas melhorias na região
Pedro Marconi - Grupo Folha 

Pouco mais de duas semanas após o início do funcionamento do terminal provisório do Vivi Xavier, na zona norte de Londrina, passageiros e moradores do entorno ainda estão se adaptando às mudanças promovidas. No caso da estrutura montada na avenida Saul Elkind, entre as ruas Joubert de Carvalho e Argemiro Margonar, as pessoas apontam necessidade de algumas melhorias para tornar melhor o dia a dia de quem depende do transporte coletivo no local.
As 25 linhas do terminal foram divididas em pontos comuns, que após reclamações receberam telhas de fibra entre um e outro por conta de períodos de chuva. Na parte de trás, além do alambrado, o município instalou lonas. “São materiais fracos, tanto a questão das telhas, quanto dessas lonas. Se der um temporal, por exemplo, dificilmente suportará. Se é algo por pouco tempo, tem que ter uma qualidade melhor”, analisou a dona de casa Isabel Silveira.
Com uma calçada de cerca de três metros de extensão entre o limite onde ficam os ônibus e uma mureta, muitos passageiros acabam transitando na rua, próximo aos veículos. Mais de 20 mil pessoas passam pelo local diariamente. “Nos horários de pico é um desafio conseguir passar entre os populares, pois é muito curto o espaço e ainda tem os bancos e pontos. Até para os ônibus estacionarem dá para perceber que é apertado”, relatou o vendedor Paulo Morais. “No começo era difícil achar os pontos. Agora estamos mais acostumados”, completou.
Para a cozinheira aposentada Maria Cecília Rosa, os passageiros precisam ter um pouco de paciência até que o novo terminal seja construído. “Para mim está bom. É preciso entender que para melhorar, vamos ter quer esperar. Dá para ir levando, mesmo nos finais de tarde, quando o sol é muito forte no rosto de quem está aqui”, avaliou. A armação provisória conta com contêineres, que são utilizados como banheiros e como guarita para o profissional que fica na catraca.
EDIFICAÇÃO
O antigo terminal do Vivi Xavier foi desativado no mesmo dia em que o provisório passou a operar, com os operários da empresa vencedora da licitação iniciando os trabalhos poucos dias depois. Atualmente, os funcionários estão atuando nas fundações que no futuro receberão as grades e parte do novo telhado. Para este mês está prevista a retirada da estrutura atual e destruição do piso.
A previsão dos serviços é de 11 meses, com conclusão em abril de 2020. Enquanto isso, moradores da região terão que conviver com o intenso movimentos de veículos que as ruas próximas vêm recebendo. A rua Ataulfo Alves é uma das que se tornaram desvio para caminhões que antes seguiam na Saul Elkind no sentido rodovia Carlos João Strass. “Essa rua virou um 'inferno'. Por que não fizeram a própria Saul de mão dupla no trecho em frente ao terminal provisório? A rua é estreita e se for continuar assim, tem que pelo menos transformar em mão única”, sugeriu o caminhoneiro Carlos César.
O valor total da construção é de R$ 5,1 milhões. A nova edificação terá área total aumentada em mais de 1.500 metros quadrados, passando dos atuais 1.275 para 2.951. A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) afirmou que o terminal tem funcionado adequadamente e que o redesenho das ruas com as mudanças é de responsabilidade do Ippul (Instituto de Planejamento e Pesquisa de Londrina).
ESTRADA DA WARTA
Próximo da obra, na estrada que liga o conjunto Vivi Xavier ao distrito da Warta, a expectativa é de também ver serviços de recuperação. No final de maio, após forte chuva, um aterro que estava sendo recuperado foi levado, com o trânsito sendo impedindo desde estão.O secretário de Obras, João Verçosa, informou que técnicos da pasta estão estudando qual a melhor solução para o trecho, se será construído um bueiro celular ou uma ponte.
“É um córrego que nasce no fundo do Parigot de Souza 2, que cruza ali e passava pela tubulação que foi destruída. No local, inclusive, estávamos fazendo adequação na estrada até a divisa com Cambé. Chegamos à conclusão que não tínhamos condição de fazer o que estava sendo realizado antes, pois a chance de estragar novamente é grande. Estamos finalizando levantamentos da área de contribuição e acreditamos até o final do ano teremos solução lá em andamento”, destacou ele, que afirmou que irá reforçar a sinalização na estrada.
CRATERA
No outro lado da cidade, no jardim Neman Sahyunm, zona sul, a demanda é pelo fechamento da cratera aberta na rua Edmundo Gonçalves, em fevereiro. Neste caso, uma licitação emergencial foi lançada, com empresa vencedora, com custo de R$ 317 mil. “Estão sendo corrigidos alguns detalhes no contrato e entre o fim desta semana e o início da outra será dada a ordem de serviço”, garantiu Verçosa.


