Passageiros recorreram a taxistas e mototaxistas
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sexta-feira, 13 de junho de 2003
Vanessa Navarro<BR>Reportagem Local 
Paralisação de um lado, intenso movimento de outro. Nem todo mundo saiu perdendo com as manifestações que impediram o trânsito dos ônibus. Taxistas e mototaxistas se tornaram a alternativa mais viável, ainda que mais que cara, para centenas de pessoas que precisavam chegar a seus destinos.
No ponto de táxi da rua Minas Gerais, próximo ao Calçadão (área central), cada um dos seis veículos fez, em média, sete corridas. ''Com a crise que enfrentamos, isso é muito mais do que um dia inteiro de trabalho'', contou o taxista José Amed, 64 anos. Alguns taxistas deram até descontos, compreendendo o drama dos passageiros. A maioria deles veio do lotado ponto de ônibus que fica do outro lado da rua, de onde passam linhas para diversas regiões da cidade.
Muito trabalho também para o mototaxista João Carlos Alves, 41 anos. Mal havia deixado uma senhora na avenida Duque de Caxias, ele já corria para atender uma outra chamada. ''Já era para eu ter parado de trabalhar mas a empresa me pediu para dobrar o expediente. Só hoje, fiz umas 20 corridas.'' Em um dia normal de trabalho, disse levar apenas cinco passageiros. Outro fato atípico observado por Alves foi o grande número de passageiros que nunca havia andado de moto, mas usou o recurso por extrema necessidade.
Os taxistas que trabalham na avenida São Paulo, no quarteirão posterior à rua Benjamin Constant, também não tiveram motivos para se queixar. Durante as cerca de quatro horas e meia do protesto, era difícil encontrar algum carro no ponto. ''Só até agora (15 horas), fiz umas seis corridas a mais do que costumo fazer no início da tarde. O movimento está ótimo'', comemorava o taxista Félix da Silva.
Quem não quis ou não pôde pagar o preço de um taxi engrossou o vaivém no centro da cidade. Caso da zeladora Raquel Nogueira, 39, que ficou ''rodando pelo Calçadão'' enquanto aguardava a chance de voltar para casa, no Jardim União da Vitória (zona sul). O departamento comercial do Shopping Royal Plaza, área central, informou que houve aumento visível no movimento. (Colaborou Fábio Galão)


