Passageiros passam a noite no aeroporto de Londrina
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sábado, 29 de outubro de 2005
Vanessa Navarro<br> Reportagem Local 
Passageiros que pretendiam embarcar em vôos com origem em Londrina tiveram que varar a madrugada no aeroporto da cidade. Cinco vôos foram cancelados devido às condições climáticas. Clientes lesados reclamaram de falta de informação e mau atendimento por parte de uma companhia aérea.
Segundo o encarregado de operações da Infraero, Jair Delaqua, o aeroporto permaneceu fechado das 3h46 até às 11h20 de ontem, quando reabriu operando por instrumentos. Mais uma vez, a falta do equipamento que permite pousos e decolagens em condições adversas, chamado Instrument Landing System (ILS), pode ter colaborado para o transtorno. A instalação do ILS em Londrina, aguardada há anos, continua esbarrando na necessidade de desapropriar áreas próximas ao aeroporto e outras questões burocráticas. Não há data prevista para a solução do problema.
Apesar do cansaço após horas de espera, pessoas entrevistados pela Folha se mostraram compreensivas com a impossibilidade de decolar. Por outro lado, não pouparam críticas ao atendimento. ''Eu ia embarcar às 23h20 pela Gol, depois o vôo foi sendo adiado para à 1h20, 3h20, 4 horas, até que às 6h30 nos transferiram para outra companhia. Faltou muita informação para a gente'', observou a estudante Karielly Rodrigues, 16 anos, de partida para Cuiabá, onde prestaria vestibular neste domingo. Ela permanecia no aeroporto ao meio-dia de ontem.
Passageiro do mesmo vôo, o empresário Alcides D'Ambros, 52 anos, completou 24 horas aguardando no aeroporto. Ele chegou ao local às 14 horas de sexta-feira e, como já havia concluído os negócios que veio cumprir em Londrina, resolveu ''matar o tempo'' no aeroporto até à noite.''Só não sabia que, por causa do tempo, teria que esperar até hoje (sábado) à tarde. Nunca tinha me acontecido isso antes. Além disso, a empresa não me ofereceu hospedagem nem alimentação, sequer me indicou onde eu podia passar a noite. E demoraram muito para arranjar uma solução'', protestou. A reportagem não conseguiu contato com a direção da Gol para comentar as queixas.


