Passageiros feridos na PR-445 passam bem
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quarta-feira, 02 de março de 2005
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Apenas uma das pessoas feridas no grave acidente ocorrido na tarde de anteontem na PR-445, envolvendo um ônibus e uma carreta, permanecia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ontem. Segundo informações dos três maiores hospitais de Londrina, as demais vítimas já tiveram alta médica. O acidente aconteceu no quilômetro 58 da rodovia, entre Londrina e Tamarana (62 km ao sul de Londrina). Um dos motoristas morreu na hora.
Dentre os feridos encaminhados para o Hospital Evangélico, de acordo com informações de funcionários, continuava internado ontem Luiz Marcelo da Silva, 33 anos. Ele foi submetido a uma cirurgia no abdômen. Embora continue na UTI, seu estado de saúde é considerado bom, segundo o hospital. Os outros pacientes atendidos no Evangélico, na Santa Casa de Londrina e no Hospital Universitário (HU) já haviam recebido alta ontem.
O acidente envolveu um ônibus da empresa Francovig, que fazia a linha Londrina-Tamarana, e uma carreta com placas de Cambé. O motorista da carreta, Paulo Shojiro Sato, 41 anos, foi a única vítima fatal. Logo após o acidente, duas testemunhas disseram à Folha que o motorista do ônibus estaria correndo. Ontem, um dos passageiros do veículo, o radialista William Caetano, 19 anos, de Tamarana, denunciou problemas habituais no transporte.
''Como não há cobrador nesse ônibus que faz o trajeto direto entre os dois municípios, o próprio motorista é quem perde tempo cobrando as passagens. Depois, para descontar os minutos perdidos e cumprir o horário determinado pela empresa, ele é obrigado a correr'', afirmou o radialista.
Baseada no depoimento do motorista do ônibus, Edilson Chanan, 30 anos, a assessoria de imprensa da empresa informou que ele foi obrigado a frear ao deparar-se com uma ultrapassagem entre dois caminhões. Com a pista escorregadia, o veículo deslizou.
Quanto à declaração de que o motorista estava em alta velocidade, a empresa informou que ''isto não motivaria o acidente, pois os profissionais não têm orientação ou autorização para tirar o atraso aumentando a velocidade''. O tacógrafo do ônibus, que marca a velocidade, foi retirado pela Polícia Científica. O resultado da perícia deve sair em 10 dias. (Colaborou Camilla Rigi)


