Curitiba - Uma passeata pela paz percorreu as ruas do Jardim Pinheiro, em Santa Felicidade, ontem à tarde. Cerca de 300 pessoas vestiram roupas brancas e carregaram faixas lembrando o assassinato do adolescente William Lombardi, 17 anos, há quatorze dias. A família está inconformada com a lentidão na apuração do caso. O delegado Rubens Recalcati diz que o inquérito está praticamente concluído, faltando apenas os laudos da necrópsia da vítima, do local e do veículo.
Os manifestantes saíram do Colégio Pinheiro do Paraná, onde o rapaz estudava, e foram até o local em que ele foi assassinado, na esquina das ruas João Raffo e São Carlos. No último dia 20 de junho, William saiu de casa com a namorada por volta de 20 horas, para ir até a casa dela onde assistiria pela TV ao jogo do Brasil contra a Inglaterra. Segundo o padrasto dele, Carlos Roberto Martins, um vizinho que mora na mesma rua teria jogado o carro nas pernas de William e ele levantou o pé para se defender. O casal teria continuado o caminho quando a namorada de William ouviu passos e quando se virou já teria ouvido os tiros.
O caso foi registrado no 12º Distrito Policial, onde o acusado Maikel Roberto Sirena e várias testemunhas já foram interrogados. No depoimento, Sirena teria dito que deu ré e sem querer encostou o carro nas pernas de William, que chutou e quebrou o farol de seu carro. Ele teria mandado a namorada ir embora com o carro para tirar satisfação com o rapaz. Armado com um revólver calibre 38, acabou atirando.

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