Passa bem o lavrador aposentado Osmar Harholk Schimidtke, 51 anos, que recebeu um dos rins do pedreiro Aparecido Oliveira Batista, 22 anos, morto depois de sofrer um acidente de motocicleta na última quarta-feira, em Londrina. O lavrador é de Arapongas (37 quilômetros a oeste de Londrina) e foi operado no sábado à tarde, pela equipe do médico Celso Fernandes, na Santa Casa de Londrina. Ele deverá sair da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em poucos dias.
Osmar Schimidtke estava na fila de espera por um novo rim desde 91. Ele sofria de insuficiência renal crônica causada por hipertensão arterial severa. Celso Fernandes diz que, apesar do transplante, o paciente ainda poderá passar por algumas sessões de hemodiálise no período de recuperação de duas semanas. Ele explica que, quando se trata de doador cadáver, o rim geralmente fica até 24 horas armazenado em local resfriado e, por isso, após a cirurgia, o órgão não realiza imediatamente o processo da diurese (secreção urinária) - o que deve se normalizar a partir da segunda semana após o transplante.
Os responsáveis pela parte cirúrgica do transplante foram os médicos Armando Gomes Diniz e João Magalhães, além de Celso Fernandes. Já os coordenadores da parte clínica foram os médicos Getúlio do Amaral, João Soitiro e Assako Utsumi.
Outras pessoas beneficiadas com órgãos de Aparecido Batista Tamar Lukaszewincz, 34 anos, e Cláudio Prata, 46 anos, de Londrina (córneas) e Milton Nascimento Dias, 37 anos, de Umuarama, que recebeu o outro rim.

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