Júlia Bueno Rosa, 40 anos, foi uma das pacientes beneficiadas com a doação dos órgãos da adolescente Amanda Pegoraro, 15, que teve morte cerebral na última terça-feira, depois de sofrer um acidente automobilístico, em Curitiba.
A cirurgia para o transplante de rim foi realizada na noite de quarta-feira, na Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa. Uma equipe composta por sete médicos se encarregou da operação, que durou três horas.
O chefe da equipe, nefrologista Nelson José Rodrigues Filho, disse que o procedimento foi um sucesso. ‘‘Ela se encontra na Unidade de Terapia Intensiva, mas está reagindo bem’’, avaliou.
A irmã de Júlia, Carmem Lúcia de Campos, ficou sabendo por uma enfermeira, que ontem pela manhã a paciente já pedia um livro para ler. ‘‘Há quatro anos, Júlia se submetia a sessões de hemodiálise três vezes por semana. Por causa da insuficiência dos rins, ela não podia mais trabalhar, não tinha mais vida’’, conta Carmem.
Depois da cirurgia, Júlia quis saber de quem era o rim que recebeu. Carmem contou que Júlia foi avisada da cirurgia na quarta-feira, por volta das 17 horas. Às 21 horas já estava na mesa de cirurgia. ‘‘Não deu nem tempo de saber de quem era o rim’’, contou a irmã.
Ontem pela manhã, Júlia também pediu para entrar em contato com a família da doadora. ‘‘Mas ainda é cedo. Depois que passar o período de risco vamos colocá-la em contato com a família de Amanda’’, disse Carmem. Para Júlia, o rim de Amanda foi o melhor presente de sua vida. (D.A.)

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