Páscoa renova fé e reafirma identidade
Ainda que os ovos de chocolate e os pratos de peixes representem comercialmente a Páscoa, o seu significado está muito distante dos balcões das lojas. Para as religiões que a celebram, a festa significa a renovação da fé ou a ressureição do filho de Deus. Além desses significados, a data serve para que povos também reafirmem suas identidades, como acontece entre os judeus, ucranianos e poloneses.
Para os católicos, duas palavras expressam o sentido da Páscoa: renovação e ressurreição. É a festa dos cristãos. Nela estão a fé e a tradição de nossa religião, diz D. Pedro Fedalto, arcebispo de Curitiba. O arcebispo informa que a Páscoa é fruto da tradição judaica.
Ele conta que quando Jesus Cristo estava realizando a Santa Ceia, comemorava junto com os apóstolos um ritual da Páscoa judaica. Mas as semelhanças entre as festas terminam aí. A Páscoa marca o renascimento de Jesus Cristo, resgatando a fé de seus seguidores, explica o arcebispo. Na cerimômia judaica, a história remete a Moisés, que libertou os judeus da escravidão no Egito.
Pela tradição católica, as festividades da Páscoa começam uma semana antes, no Domingo de Ramos. Neste dia, Cristo entrou vitorioso em Jerusalém, junto com seus apóstolos, pregando seus ensinamentos a milhares de fiéis, descreve.
Depois segue-se o drama da paixão de Cristo, na quinta e sexta-feira santas. Nestes dias, Cristo sofreu o martírio dos romanos, sendo julgado e tratado de forma injusta, prega D. Pedro, lembrando que é comum a realização de encenações da Via Crucis. Na quinta-feira acontece a cerimônia do lava-pés, que lembra a humildade de Jesus ao lavar os pés dos apóstolos. A Sexta-feira Santa é o dia da crucificação e morte de Jesus Cristo.
D. Pedro diz que o dia da ressurreição - o domingo - é o mais importante. É a instituição da fé e da eucaristia, do sacerdócio do povo cristão, destaca.São Pedro dizia que, se Jesus não tivesse ressuscitado, a fé católica não se sustentaria. Mas Jesus retornou, como havia prometido, deixando um legado de vida e de ensinamentos, completa.
O arcebispo avalia que esta passagem da Bíblia é uma das mais importantes do cristianismo. Quando o corpo físico desaparece e o corpo espiritual surge, as dúvidas de todos os seguidores se dissipam, fazendo com que a fé católica ganhe força e segurança, comenta.
Quanto aos costumes de dar ovos e presentes na data, D. Pedro explica que estas tradições vêm de outros povos. No Brasil, esse costume foi introduzido no início do século, com a chegada dos primeiros alemães. O ovo simboliza a vida e a renovação, explica o arcebispo. Já o coelho significaria a fecundidade.





