A redução do número de cesáreas em Londrina foi apontada pelo secretário municipal de Saúde, Sílvio Fernandes, como uma das principais causas da queda na taxa de mortalidade infantil. Ele ressaltou que a Maternidade Municipal atingiu um dos menores índices de cesáreas entre os hospitais do País, o que representou uma ''humanização do parto''. ''O médico só deve indicar a cesárea quando necessário. Ela coloca em risco a vida da mãe e da criança muito mais do que o parto normal'', alertou.
Segundo o diretor-geral da maternidade, Rodrigo Rosseto Avanso, apenas 25% dos partos realizados hoje no hospital são cesárea. O número tem reflexo direto na realidade do município, já que 80% dos partos feitos em Londrina ocorrem na maternidade. ''A gente observa que muitas mães ainda resistem a fazer o parto natural, porque ouviram alguma história ruim. Para tentar vencer esse medo, nós explicamos as vantagens desse tipo de parto e até convidamos as mães a conhecerem a maternidade antes de ter o bebê, para terem mais segurança'', explicou.
Para o diretor, outro fator preponderante na redução da mortalidade infantil foi o trabalho do Comitê de Aleitamento Materno de Londrina (Calma), ligado à Secretaria de Saúde. Em parceria com o comitê, a maternidade envia às Unidades Básicas de Saúde (UBS) dados sobre as mães que correm risco de desmame precoce. A partir daí, a UBS aciona uma equipe do Programa Saúde da Família (PSF), que passa a acompanhar cada mãe durante os primeiros meses de vida da criança para evitar que ela deixe de receber o leito materno.
''As crianças que recebem leite materno de forma exclusiva até os seis meses de vida têm uma proteção muito maior contra doenças do que as demais. E quanto mais cedo começa o acompanhamento às mães, maiores as chances de evitar uma interrupção do aleitamento materno'', assinalou a coordenadora do Calma, Lilian Poli de Castro. (V.N.)

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