Médico Alex Almeida coordenou o parto; bebê nasceu com 2.960 quilos e 48 centímetros
Médico Alex Almeida coordenou o parto; bebê nasceu com 2.960 quilos e 48 centímetros | Foto: Divulgação N.com

Era o horário que indicava a metade do plantão da manhã desta sexta-feira (12) dos profissionais de saúde da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Centro-Oeste, por volta das 10h, quando uma paciente com sinais bem diferentes do que costumam ser atendidos no local chegou. Ofegante, estava em trabalho de parto e não haveria tempo hábil para que fosse levada a Maternidade Lucilla Ballalai, referência pública para este tipo de situação.

Acionando protocolo específico, decidiram por fazer todo o procedimento na unidade, que é classificada para apoio de média complexidade. Numa atuação rápida entre a entrada da paciente Kelly Cristina Alves Brunes, 31, e o parto, veio ao mundo dentro da UPA a pequena Yalla Vitória. “A mãe nos relatou que começou a sentir algumas dores por volta das 3h da madrugada de sexta. Achou que estava tranquilo e quando foi umas 8h30 rompeu a bolsa. Ela tentou se deslocar até a maternidade. A família passava pela avenida Leste-Oeste e pararam na Unidade de Pronto Atendimento em razão das dores que aumentavam muito”, contou o médico Alex Almeida.

Emergencista na unidade situada no jardim do Sol, região oeste de Londrina, o médico comemorou toda atuação até o nascimento. “Arrumamos a sala de emergência e tudo evoluiu bem, sem intercorrências. A mãe ajudou bastante e foi parto natural”, destacou ele, que coordenou o processo. A criança nasceu com 2.960 quilos, 48 centímetros e muita saúde.

Este é o segundo bebê que nasce na UPA Centro-Oeste somente neste ano. Em maio uma moradora de Jaguapitã (Região Metropolitana de Londrina) também teve sua filha no local, em circunstâncias parecidas quando o assunto é “corrida contra o tempo”. “Outra diferença é que o procedimento anterior foi assistido por um médio obstetra, enquanto que sou um intervencionista. Quando chega casos de emergência como estes todos os médicos são habilitados para isso”, esclareceu.

Após o parto, Kelly Brunes, que já era mãe de duas crianças, recebeu medicação e foi transferida, com apoio do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), para a maternidade municipal, que fica pouco mais de três quilômetros de distância da unidade de pronto atendimento. Todas essas medidas perduraram cerca de 45 minutos. A mãe deverá receber alta neste sábado (13).

De acordo com Alex Almeida, é importante que sempre seja buscado o hospital de referência por conta da maior estrutura intervenções do tipo. “É um caso atípico e que as gestantes precisam ter a noção que o melhor sempre é a maternidade ou hospital, pois tem assistência adequada e é mais seguro para todos. Sempre fazemos o possível dentro do quadro de urgência e emergência”, elencou. “Conseguimos trabalhar tendo um final feliz. Isso foi motivo de alegria para toda a equipe. Ficamos honrados em ajudar.”

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