Participantes do Fera sofrem intoxicação
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sexta-feira, 24 de junho de 2005
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Maringá Cerca de 200 crianças e adolescentes com sintomas de intoxicação alimentar receberam ontem atendimento médico. Dezenas de professores também passaram mal. Após o jantar, durante a realização do Festival de Arte da Rede da Cidadania (Fera), organizado pela Secretaria Estadual de Educação, surgiram os primeiros sintomas de intoxicação. Muitos reclamavam de dores abdominais, nas costas, diarréia e vômito. A Vigilância Sanitária recolheu amostras dos alimentos para análise.
De acordo com o secretário de Saúde do Município, Heine Macieira, que responde pela Vigilância Sanitária, o problema pode ter sido causado pela demora em servir a refeição. Ele descartou, no entanto, que a intoxicação seja do tipo bacteriana, mais grave e que exige uma tempo mais longo de recuperação. ''Foi uma intoxicação mais leve, sem infecção'', ponderou. O secretário também rechaçou a hipótese de um surto de rota-vírus. ''Nesse caso, não haveria tempo de incubação. As crianças estão há poucos dias no local'', explicou.
A diretora do Nucleo de Educação de Maringá, Adelaide Colombari, disse que somente o laudo da vigilância vai revelar as causas do incidente. Ela não acredita, porém, que a comida tenha provocado o mal-estar em professores e alunos. ''Temos mais de 4 mil pessoas se alimentando no mesmo lugar, tem muita gente que jantou e não passou mal, inclusive eu'', argumentou. Uma empresa de Cornélio Procópio foi contratada para servir as refeições durante o festival. ''É a segunda vez que eles fazem o serviço e nunca tivemos problemas desse tipo'', disse Adelaide.
Até ontem à tarde, cerca de 42 pessoas, entre alunos e professores, continuavam em observação médica.


