Os 150 psicoterapeutas que participam, em Curitiba, do I Congresso Brasileiro de Psicoterapia Corporal, são adeptos do pensamento do alemão Wilhelm Reich, por sua vez seguidor do pai da psicanálise, o austríaco Sigmund Freud, a quem conheceu pessoalmente, tornando-se seu assistente. Reich estudou a teoria da libido de Freud, mas quis luz própria e desenvolveu sua própria teoria - descobriu um tipo de energia numa cultura de biões (vesícula de energia funcional), o que chamou de energia vital ou orgônio.
Reich constatou que o orgone ficava preso na musculatura, impedindo o livre fluxo de energia pelo corpo. Desenvolveu então uma terapia chamada vegetoterapia para permitir o livre fluxo energético pelo corpo. Construiu depois um aparato composto de material orgânico e inorgânico, o acumulador orgânico, até hoje usado pelos psicoterapeutas para passar energia aos pacientes. Mundando-se para os Estados Unidos, para testar a potência do acumulador, introduziu partículas de isótopos radioativos, sem autorização do estado americano. Muitas pessoas adoeceram, animais e plantas morreram e a região, no Maine, ficou deserta. Por isso foi condenado a dois anos de prisão, onde morreu em novembro de 1957.

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