Os dois advogados acusados de planejar e facilitar a fuga de 20 presos na última sexta-feira, em Foz do Iguaçu, negaram ontem a versão fornecida pela Polícia Civil, responsável pelo inquérito. Luiz Eduardo de Souza e Luiz Fernando Riesta Antunes afirmaram que foram utilizados para desviar a atenção do episódio. Um preso morreu durante a evasão e outro foi recapturado anteontem.
Souza disse que as acusações feitas com base em depoimento de ex-presidários não possuem credibilidade. A companheira do fugitivo Agnaldo Gonçalves, Ângela de Fátima Messiano, ex-presidária conhecida como ‘‘Lili Carabina’’, admitiu que teria pago R$ 4 mil à equipe que viabilizou a fuga para incluir o companheiro na listas dos fugitivos. No total, os promotores da fuga teriam arrecadado R$ 45 mil das famílias.
Duas cartas escritas por presos de confiança relatando o suposto envolvimento completam as provas de acusação. ‘‘Como o depoimento presidiários vira denúncia, resolvemos promover um abaixo-assinado com os 468 presos na cadeia garantindo que nada temos a ver com o caso’’, argumentou Souza, sobre a Cadeia Pública de Três Lagoas, cuja capacidade é para 168 detentos.
Também acusados de participação na fuga, o cabo Roberto César Batista e sargento Edmir Fernandes, responsáveis pela segurança externa na Cadeia Pública de Três Lagoas no dia da fuga, já foram afastados pelo comando do 14º Batalhão da Polícia Militar.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Foz, vai acompanhar a investigação do caso.

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